Política

Paulínia, em São Paulo, adota tarifa zero nos transportes públicos

Medida foi anunciado pelo prefeito Edson Moura Jr. e passará a valer a partir de 1º de outubro

Apoie Siga-nos no

Depois dos protestos que tomaram as ruas de todo o País em junho, a cidade de Paulínia, no interior de São Paulo, foi a primeira a adotar a gratuidade no transporte público municipal. A medida foi anunciada nesta terça-feira 16 durante a cerimônia de diplomação do prefeito Edson Moura Jr. (PMDB) e passará a valer no dia 1º de outubro.

Moura Jr. assumiu a chefia do executivo municipal por meio de uma decisão da ministra Carmem Lúcia, presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), depois que a candidatura do seu pai, Edson Moura (PMDB) foi barrada com base na Lei da Ficha Limpa na véspera da eleição, em outubro do ano passado. Por conta disso, o PMDB registrou o seu filho como candidato substituto. A manobra rendeu quatro pedidos de impugnação a Moura Jr. O Tribunal Regional Eleitoral indeferiu a candidatura dele em dezembro passado, e a defesa entrou com recurso no TSE que, em maio, por 5 votos a 1, o permitiu assumir a chefia do Executivo.

Durante as comemorações, o novo prefeito disse, segundo o jornal Correio Popular, que “Paulínia é uma cidade com recursos” e que não haveria motivos para não oferecer esse benefício à população. Moura Jr. ainda não deu detalhes de onde sairão os recursos para subsidiar a gratuidade da tarifa, que hoje é de um real.

Distante 118 km de São Paulo, Paulínia, na região metropolitana de Campinas, se desenvolveu rapidamente após a instalação de um dos maiores pólos petroquímicos da América Latina, que abriga diversas indústrias como a ExxonMobil Corporation e a Royal Dutch Shell. Dados do IBGE de 2012 mostram que a população local é de 87 mil habitantes, e o orçamento anual gira na ordem de 1 bilhão de reais.

ENTENDA MAIS SOBRE: , ,

Jornalismo crítico e inteligente. Todos os dias, no seu e-mail

Assine nossa newsletter

Assine nossa newsletter e receba um boletim matinal exclusivo

2026 já começou

Às vésperas das eleições de 2026, o País volta a encarar um ponto de inflexão: o futuro democrático está novamente em jogo.

A ameaça bolsonarista não foi derrotada, apenas recuou. No Congresso, forças conservadoras seguem ditando o ritmo. Lá fora, o avanço da extrema-direita e os conflitos em Gaza, no Irã e na Ucrânia agravam a instabilidade global.

Se você valoriza o jornalismo crítico, independente e comprometido com a democracia, este é o momento de agir.

Assine ou contribua com o quanto puder.

Jornalismo crítico e inteligente. Todos os dias, no seu e-mail

Assine nossa newsletter

Assine nossa newsletter e receba um boletim matinal exclusivo