Economia

Partidos da base de Lula vão ao STF contra aumento do IOF decretado pelo governo

‘Governistas’ se unem à oposição para pedir que STF reconheça validade da derrubada do reajuste

Partidos da base de Lula vão ao STF contra aumento do IOF decretado pelo governo
Partidos da base de Lula vão ao STF contra aumento do IOF decretado pelo governo
O presidente Lula (PT). Foto: Evaristo Sá/AFP
Apoie Siga-nos no

União Brasil, Republicanos e Progressistas, partidos que ocupam ministérios no governo Lula (PT), se uniram ao PSDB, Solidariedade, Podemos, PRD e Avante para protocolar, nesta quinta-feira 3, uma ação no Supremo Tribunal Federal para assegurar a validade do decreto legislativo que suspendeu o aumento do IOF.

O movimento expõe o racha dentro da própria base governista: União Brasil, que comanda o ministério do Turismo, com Celso Sabino; Republicanos, à frente da pasta de Portos e Aeroportos, com Silvio Costa Filho; e Progressistas, com André Fufuca no Ministério do Esporte, se colocaram contra a política econômica adotada pelo governo que integram.

O objetivo dos partidos é fazer o Supremo reconhecer que o Congresso Nacional agiu dentro dos limites constitucionais ao barrar o reajuste do IOF. Segundo os partidos, a ação busca “evitar decisões judiciais conflitantes” em instâncias inferiores e garantir “segurança jurídica” para empresas, consumidores e agentes do mercado de crédito.

A iniciativa ocorre poucos dias após o próprio governo Lula, por meio da Advocacia-Geral da União, protocolar outra ação, mas com objetivo inverso: restabelecer a validade do decreto presidencial que aumentou as alíquotas do IOF.

A expectativa é que o ministro Alexandre de Moraes, já designado relator dos pedidos feitos pelo governo e pelo PSOL, seja também o responsável por conduzir a ação apresentada pelos partidos.

ENTENDA MAIS SOBRE: , , , , , , , , , , , , ,

Jornalismo crítico e inteligente. Todos os dias, no seu e-mail

Assine nossa newsletter

Assine nossa newsletter e receba um boletim matinal exclusivo

2026 já começou

Às vésperas das eleições de 2026, o País volta a encarar um ponto de inflexão: o futuro democrático está novamente em jogo.

A ameaça bolsonarista não foi derrotada, apenas recuou. No Congresso, forças conservadoras seguem ditando o ritmo. Lá fora, o avanço da extrema-direita e os conflitos em Gaza, no Irã e na Ucrânia agravam a instabilidade global.

Se você valoriza o jornalismo crítico, independente e comprometido com a democracia, este é o momento de agir.

Assine ou contribua com o quanto puder.

Leia também

Jornalismo crítico e inteligente. Todos os dias, no seu e-mail

Assine nossa newsletter

Assine nossa newsletter e receba um boletim matinal exclusivo