Política
Os quatro partidos que Hugo Motta ainda quer atrair na disputa pela presidência da Câmara
O deputado apoiado por Lira já tem, em tese, votos suficientes para ser eleito com facilidade para o comando da Casa em 2025, mas confirmou que ainda tenta atrair mais legendas para sua base de apoio
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CartaCapital
07.11.2024 08h02 | Atualizado há 1 ano
O deputado Hugo Motta (Republicanos-PB), que pleiteia o comando da Câmara dos Deputados em 2025, tenta formar uma espécie de “arrasa-quarteirão” em torno da sua candidatura. Ele conta, até aqui, com o apoio de 15 partidos, tendo conquistado, em tese, votos mais do que suficientes para ser eleito com facilidade. Ainda assim, confirma o parlamentar, quer o apoio de, pelo menos mais quatro legendas.
As siglas que estão na mira de Motta, que é apadrinhado pelo atual presidente da Câmara, o deputado Arthur Lira (PP-AL), são de espectros ideológicos diversos: na esquerda, ele trabalha para atrair o PSOL, enquanto na direita busca o apoio do partido Novo. O movimento e os argumentos são semelhantes aos que atraíram PT e PL para o seu entorno.
Nos próximos dias, ele quer, também, sepultar mais uma candidatura concorrente, a de Antonio Brito (BA), e atrair o apoio do PSD. Por fim, espera sacramentar a aliança com o União Brasil, já bem encaminhada, mas ainda não oficializada. Por ora, o partido tem Elmar Nascimento (BA) como candidato.
Segundo o deputado paraibano, a intenção é ser, de fato, uma candidatura de consenso. “Nossa candidatura se fortalece como uma proposta de diálogo e convergência”, afirmou Motta durante a 10ª Cúpula de Presidentes dos Parlamentos do G20, o “P20”, realizada no Congresso Nacional, em Brasília, nesta quarta-feira 6.
Na quarta, o parlamentar fechou o dia com três novas adesões: Rede, PRD e Solidariedade. Poucos dias antes, o PDT também embarcou na “frente ampla” de Motta. Até aqui, as legendas confirmadas na base do político do Republicanos são:
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