Política
Os custos da mentira
A Chevron pode pagar caro pelos vazamentos, mas a defesa pretende anular a denúncia com o deslocamento da competência do caso
O megavazamento de petróleo ocorrido em novembro de 2011 na Bacia de Campos deverá custar caro aos executivos da Chevron. Na quarta-feira 21, o Ministério Público Federal denunciou a petrolífera norte-americana, a empresa Transocean e outros 17 acusados por crime ambiental e dano ao patrimônio público. O presidente da Chevron do Brasil, George Buck, e outros três funcionários responderão ainda por dificultar as fiscalizações, apresentar plano de emergência enganoso e fraudar documentos enviados às autoridades brasileiras. As penas chegam a 31 anos de prisão para cada um.
O procurador Eduardo Santos de Oliveira solicitou ainda o sequestro dos bens dos denunciados, bem como o pagamento de fiança de 1 milhão de reais para cada réu. Os passaportes de quase todos os executivos da Chevron foram confiscados pela Justiça. Segundo a denúncia, o derramamento de óleo afetou todo o ecossistema marinho e pode levar à extinção de espécies.
A defesa, capitaneada por Nilo Batista, pretende anular a denúncia com o deslocamento da competência do caso da Comarca de Campos dos Goytacazes para o Rio de Janeiro. E criticou o suposto açodamento do procurador: “O processo foi concluído sem esclarecimentos técnicos e sem provas”.
O megavazamento de petróleo ocorrido em novembro de 2011 na Bacia de Campos deverá custar caro aos executivos da Chevron. Na quarta-feira 21, o Ministério Público Federal denunciou a petrolífera norte-americana, a empresa Transocean e outros 17 acusados por crime ambiental e dano ao patrimônio público. O presidente da Chevron do Brasil, George Buck, e outros três funcionários responderão ainda por dificultar as fiscalizações, apresentar plano de emergência enganoso e fraudar documentos enviados às autoridades brasileiras. As penas chegam a 31 anos de prisão para cada um.
O procurador Eduardo Santos de Oliveira solicitou ainda o sequestro dos bens dos denunciados, bem como o pagamento de fiança de 1 milhão de reais para cada réu. Os passaportes de quase todos os executivos da Chevron foram confiscados pela Justiça. Segundo a denúncia, o derramamento de óleo afetou todo o ecossistema marinho e pode levar à extinção de espécies.
A defesa, capitaneada por Nilo Batista, pretende anular a denúncia com o deslocamento da competência do caso da Comarca de Campos dos Goytacazes para o Rio de Janeiro. E criticou o suposto açodamento do procurador: “O processo foi concluído sem esclarecimentos técnicos e sem provas”.
Apoie o jornalismo que chama as coisas pelo nome
Muita gente esqueceu o que escreveu, disse ou defendeu. Nós não. O compromisso de CartaCapital com os princípios do bom jornalismo permanece o mesmo.
O combate à desigualdade nos importa. A denúncia das injustiças importa. Importa uma democracia digna do nome. Importa o apego à verdade factual e a honestidade.
Estamos aqui, há mais de 30 anos, porque nos importamos. Como nossos fiéis leitores, CartaCapital segue atenta.
Se o bom jornalismo também importa para você, nos ajude a seguir lutando. Assine a edição semanal de CartaCapital ou contribua com o quanto puder.

