Política

O que Lula e Motta conversaram após derrota na CPMI do INSS

O presidente da República convocou a reunião. Enquanto isso, Gleisi busca reagrupar a base para entender o que aconteceu 

O que Lula e Motta conversaram após derrota na CPMI do INSS
O que Lula e Motta conversaram após derrota na CPMI do INSS
O presidente da Câmara, Hugo Motta, e o presidente Lula. Foto: Ricardo Stuckert / PR
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derrota do governo nesta quarta-feira 20 na CPMI do INSS resultou na convocação do presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), pelo presidente Lula (PT).

A conversa no Palácio da Alvorada durou cerca de 30 minutos e aconteceu depois de o senador Carlos Viana (Podemos-MG) ser eleito presidente do colegiado que investigará os descontos fraudulentos em aposentadorias.

Lula e Motta conversaram sobre a atual composição da CPMI. Mesmo sem a presidência e a relatoria, o governo avalia ser possível ditar o ritmo dos trabalhos, já que os governistas serão maioria na comissão.

O petista ainda quis saber detalhes sobre o perfil de Alfredo Gaspar (União-AL), escolhido por Viana como relator da CPMI. A base do governo teme que o deputado produza um relatório parcial e se dedique mais a culpar a atual administração pela fraude do que efetivamente apurar o escândalo.

Mesmo com a derrota, o governo avalia que o cenário não é de terra arrasada. A conclusão é que os bolsonaristas, apesar de organizados, não são fortes o suficiente sequer para emplacar pautas como a anistia aos golpistas do 8 de Janeiro e o fim do foro privilegiado.

Gleisi convoca líderes

No Palácio do Planalto, a ministra das Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann (PT), chamou os líderes da base para avaliar o que aconteceu na manhã desta quarta. Foram convocados os deputados José Guimarães (PT-CE), Lindbergh Farias (PT-RJ) e Isnaldo Bulhões (MDB-AL). Do lado do Senado, foram chamados Rogério Carvalho (PT-MG) e Randolfe Rodrigues (PT-AP).

A ideia é definir os próximos passos da base para a CPMI, que deve chamar o ex-ministro Carlos Lupi (Previdência Social) já nas primeiras semanas.

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