Política
O que falta para Marina Silva se decidir sobre disputa pelo Senado
A disputa pelo comando da Rede Sustentabilidade se arrasta e dificulta a definição
A ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, reforçou nesta quarta-feira 1º que busca na Justiça resolver o imbróglio sobre o comando da Rede Sustentabilidade e disse ter recebido convites de partidos de esquerda para participar das eleições por São Paulo. Relacionou, assim, a decisão sobre o pleito de outubro à solução da disputa em sua legenda.
O presidente Lula (PT) já definiu que Simone Tebet (PSB) ocupará uma das duas candidaturas governistas ao Senado por São Paulo. Marina, que desponta como favorita para buscar a segunda vaga na Casa Alta, declarou ter recebido convites de PCdoB, PV, PT e PSOL.
“Estou procurando, por vias judiciais, tentar reaver o estatuto da Rede Sustentabilidade”, acrescentou. Ela disse ainda ser candidata desde 1986 e ter se preparado diversas vezes para deixar a política. “Para o Senado, a segunda vaga está sendo discutida. Fico muito honrada de estar como uma dessas possibilidades e agradecida ao povo paulista por meu nome estar forte nas pesquisas.”
Não confirmou, porém, se fato concorrerá.
O pano de fundo do embate na Rede é uma disputa entre Marina e a deputada federal Heloisa Helena (RJ), que defende a sigla distante do governo Lula.
Em janeiro, o juiz Marcos Antônio de Moura Brito, do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, anulou o resultado do congresso municipal da Rede na capital fluminense, realizado em fevereiro de 2025. Na prática, a decisão também invalida os encontros estadual e nacional da sigla, que sacramentaram a vitória de um aliado de Helena. O processo, porém, não terminou, uma vez que cabem recursos.
Marina aparece em terceiro lugar em uma pesquisa AtlasIntel divulgada nesta terça-feira 31, com 19,6% das intenções de voto para o Senado. Tebet lidera numericamente a projeção, com 22,6%, em empate técnico com o deputado federal bolsonarista Guilherme Derrite (PP), que chega a 22%.
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