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O impacto para o Brasil da derrubada das tarifas de Trump pela Suprema Corte dos EUA, segundo a CNI

Entidade que representa a indústria brasileira calcula em mais de US$ 21 bilhões o volume de exportações afetadas pela decisão

O impacto para o Brasil da derrubada das tarifas de Trump pela Suprema Corte dos EUA, segundo a CNI
O impacto para o Brasil da derrubada das tarifas de Trump pela Suprema Corte dos EUA, segundo a CNI
Confederação Nacional da Indústria (CNI) - Indústria Brasileira
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A derrubada de parte importante das tarifas de Donald Trump definido pela Suprema Corte dos Estados Unidos na sexta-feira 20 impacta 21,6 bilhões de dólares em exportações brasileiras para o país. A estimativa foi divulgada pela Confederação Nacional da Indústria (CNI).

O cálculo, explica a entidade, tem como base o volume de produtos comercializados em 2024, monitorados pela Comissão de Comércio Internacional dos Estados Unidos (USITC, na sigla em inglês).

A CNI, em nota, disse acompanhar os desdobramentos da decisão do tribunal norte-americano ‘com atenção e cautela’. “O impacto de uma medida como essa no comércio brasileiro é significativo, tendo em vista a relevante parceria comercial entre Brasil e Estados Unidos”, diz o comunicado assinado pelo presidente da CNI, Ricardo Alban.

A discussão sobre a política tarifária de Trump chegou à Suprema Corte após ações movidas por estados e entidades empresariais que alegaram prejuízos financeiros e inconstitucionalidade das medidas.

Na avaliação dos magistrados norte-americanos, o presidente dos EUA excedeu sua autoridade ao impor uma série de tarifas que prejudicaram o comércio global. Quem redigiu o parecer da maioria foi o juiz-chefe John Roberts. A decisão do tribunal foi tomada por seis votos contrários ao tarifaço de Trump e três favoráveis à política comercial.

O principal ponto do julgamento foi a interpretação constitucional sobre quem tem competência para instituir impostos e tarifas. Pela Constituição americana, essa atribuição é do Congresso.

Em resposta, Trump anunciou que vai aplicar, de forma linear, uma tarifa de 10% sobre todas as importações, em uma tentativa de reconfigurar sua política aduaneira.

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