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O extremismo de Bolsonaro e a estratégia desesperada para derrotar o PT

Política

Os conglomerados da mídia e parte do grande capital tentam, na busca insana de evitar uma nova vitória do Partido dos Trabalhadores nas urnas, caracterizar a eleição como uma disputa entre rejeitados e extremistas e, assim, assustar a sociedade.

Trata-se de maniqueísmo no seu estado mais primitivo, pois não resiste minimamente à matemática, à política e à realidade factual. Tentam vender que o voto em Fernando Haddad é o voto de quem, em última instância, corre para evitar a vitória de Bolsonaro.

Esquecem que qualquer outro candidato, inclusive o tucano Geraldo Alckmin, poderia representar este papel.

Não entendem que Lula não é só um fenômeno eleitoral. Lula é a esperança de milhões de brasileiros em mudar de vida.

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Parecem desconhecer que o PT venceu as quatro últimas eleições e caminha para a quinta vitória com Lula ou com candidatos por ele apoiados.

Fazem questão de ignorar que, a pouco mais de dois meses para o primeiro turno das eleições de 2018, a pesquisa Ibope divulgada em 20 de agosto apontou que o PT é o partido preferido dos brasileiros.

Naquela pesquisa, 29% dos entrevistados disseram ter maior “preferência ou simpatia” pela legenda de Lula e Dilma. O índice de preferência do PT diante do eleitorado supera a soma de todos os outros demais partidos registrados no TSE. Por outro lado, cerca de 40% dos entrevistados disseram não ter preferência por qualquer sigla.

A matemática e a realidade são cruéis. Ela não dá sobrevida à tese da disputa entre rejeitados. O que realmente vemos é que as candidaturas com maior rejeição são a de Geraldo Alckmin, Marina Silva, Álvaro Dias e Henrique Meireles.

Isso ocorre a despeito do inegável apoio que estes recebem da mídia. O povo não é bobo e a sua imensa maioria rejeita esses projetos nefastos para os interesses da maioria da população, em especial as camadas mais pobres.

Mas o que dizer da mídia quando tenta espalhar o medo entre os eleitores ao rotular o PT e Haddad como representantes da extrema-esquerda?

Esquecem que administramos centenas de cidades, governamos os principais estados e dirigimos o País de forma exitosa por treze anos, até sermos afastados do Executivo federal por um golpe judicial-parlamentar-midiático.

Foi um período de criação e distribuição de renda, de ascensão social, de criação de oportunidades, de eliminação da extrema pobreza e redução da pobreza. Ampliou-se e consolidou-se a classe média no Brasil.

No período, as compras no varejo cresceram 95% e as de bens móveis e imóveis ampliaram-se exponencialmente. O número de passageiros transportados em linhas aéreas domésticas e internacionais saltou quatro vezes, de 33 milhões em 2002 para 121 milhões em 2014.

Foi um período em que milhões de brasileiros, historicamente esquecidos pelo governo, tiveram acesso à luz, à moradia, a três refeições e ao ensino superior. Ou seja, tornaram-se cidadãos com direitos pela primeira vez na nossa história.

Mas foi também o período em que nossas grandes empresas ganharam o mundo. Algumas delas tornaram-se as maiores nos seus segmentos. Foi o período de maior lucratividade para o capitalismo brasileiro, como mostra o balanço das maiores empresas brasileiras listadas no ranking do Valor 1000.

O que falar do agronegócio, que viveu seu período de maior acesso ao crédito, maior rentabilidade e produtividade durante os governos petistas?

Não há absolutamente nada de extremo nestas políticas públicas e neste projeto nacionalista e desenvolvimentista. O que existe é a busca do equilíbrio, reconhecendo a diversidade e a riqueza deste imenso país e do seu povo.

Não confundam a população e não usem um candidato outsider, de extrema-direita, com uma enorme rejeição às suas atitudes e ao seu discurso de ódio, para tentar manipular novamente as eleições e transformar o PT naquilo que ele não é: nem rejeitado, nem extremista. 

* Ex-chefe de gabinete da presidenta Dilma Rousseff 

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