Política

“O exército não matou ninguém”, diz Bolsonaro sobre morte de músico

O carioca Evaldo Rosa dos Santos foi morto quando o carro da família foi atingido por 80 tiros disparos

Protesto em memória do músico Evaldo dos Santos, morto em uma ação do Exército na região da Vila Militar, na Zona Oeste do Rio, em 7 de abril de 2019 (Foto: Mauro Pimentel/AFP)
Protesto em memória do músico Evaldo dos Santos, morto em uma ação do Exército na região da Vila Militar, na Zona Oeste do Rio, em 7 de abril de 2019 (Foto: Mauro Pimentel/AFP)
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O presidente Jair Bolsonaro se pronunciou apenas nesta sexta-feira 12 sobre a morte do carioca Evaldo Rosa dos Santos, na tarde do último domingo, 7. O carro em que estava com a família foi metralhado por 80 tiros disparados por militares do Exército no Rio. Apesar disso, diz o presidente: “O Exército não matou ninguém.”

Em entrevista durante inauguração do aeroporto de Macapá, Bolsonaro disse que a instituição não pode ser acusada de ser “assassina”. “O Exército é do povo. A gente não pode acusar o povo de assassino. Houve um incidente. Houve uma morte. Lamentamos ser um cidadão trabalhador, honesto”, afirmou.

Evaldo Rosa dos Santos (Foto: Reprodução)

Na quarta-feira 10, a juíza Mariana Queiroz Aquino, da 1ª auditoria da Justiça Militar do Rio de Janeiro, decretou prisão preventiva de nove militares envolvidos na morte do músico. Eles alegaram que reagiram a uma “injusta agressão”. O veículo dirigido por Evaldo teria sido “confundido” com outro, supostamente envolvido em um assalto.

Familiares das vítimas do fuzilamento denunciam que os militares continuaram atirando mesmo com sinais de que havia uma criança no carro, atingiram outros civis que tentaram ajudar a família alvejada e, depois, ainda riram do ocorrido.

Alexandre Putti

Alexandre Putti
Repórter do site de CartaCapital

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