Política

Nunes Marques determina restabelecimento da filiação de Flávio Bolsonaro ao PL

O presidente do TSE mencionou ‘o risco de dano de difícil reparação, diante da proximidade do encerramento do prazo para requerimento de registro de candidatura’

Nunes Marques determina restabelecimento da filiação de Flávio Bolsonaro ao PL
Nunes Marques determina restabelecimento da filiação de Flávio Bolsonaro ao PL
O presidente do Tribunal Superior Eleitoral, ministro Kassio Nunes Marques. Foto: Antonio Augusto/TSE
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O presidente do Tribunal Superior Eleitoral, Kassio Nunes Marques, determinou o imediato reestabelecimento da filiação do senador Flavio Bolsonaro ao Partido Liberal, pelo qual ele concorrerá à Presidência nas eleições deste ano.

A decisão ocorre após a campanha dele ser pega de surpresa, nesta quinta-feira 13, ao não conseguir registrar a candidatura do senador no sistema do TSE. Ao acessar a certidão partidária de Flávio, o presidenciável aparecia como filiado ao partido Missão e não ao PL, o que impedia o registro de seu nome para a disputa ao Palácio do Planalto. A equipe do filho de Jair Bolsonaro acionou o TSE e a Polícia Federal após identificar a inconsistência. 

No despacho, Nunes Marques ressalta que Flávio estava filiado ininterruptamente ao PL desde 30 de novembro de 2021. Entre 23h17 da quarta-feira e 9h42 da quinta-feira, porém, foi registrada uma filiação do senador ao Missão, provocando automaticamente a desfiliação dele do partido anterior.

Ao conceder a liminar, o magistrado citou os “incompatibilidade entre o perfil público do requerente e o registro impugnado constitui indício adicional de que o lançamento no sistema não correspondeu a manifestação de vontade do filiado”.

O presidente do TSE também mencionou “o risco de dano de difícil reparação, diante da proximidade do encerramento do prazo para requerimento de registro de candidatura”, o que poderia inviabilizar a participação de Flávio no pleito.

Mais cedo, a Corte rechaçou a hipótese de hackeamento de seu sistema e disse que a filiação do senador ao Missão foi realizada por “alguém que possuía as credenciais da legenda para efetivar filiações”.

Nas redes sociais, o presidenciável do PL atribuiu ao “sistema” a tentativa de “derrubar” sua candidatura à Presidência.

Já o Missão informou, em nota, ter sido alvo de filiação fraudulenta de Flávio e que a equipe do filho de Jair Bolsonaro foi informada sobre a tentativa indevida de filiá-lo, mas não houve resposta. “Não é do interesse do partido acolher em seus quadros um parlamentar que, para além do desalinhamento ideológico, figura em acusações e suspeitas de envolvimento em esquemas de corrupção”, completa o texto.

Prints encaminhados à imprensa pela campanha de Renan Santos, que disputa a Presidência pelo Missão, registram as mensagens enviadas pelo partido para o e-mail do gabinete de Flávio no Senado, em 2 de agosto.

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