Política

Número de títulos cancelados mais que dobrou entre 2016 e 2018

Nos biênios anteriores, os cancelamentos atingiram pouco mais de 1 milhão de eleitores. Neste ano, foram 3,3 milhões

O cadastramento biométrico passou a ser obrigatório em 1.248 cidades neste ano
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A maioria dos ministros do Supremo Tribunal Federal manteve o cancelamento de 3.368.447 de títulos de eleitor nas eleições deste ano que não compareceram à revisão eleitoral entre 2016 e 2018. O número corresponde a mais que o dobro de eleitores impedidos de votar nos últimos pleitos pelo mesmo motivo, segundo dados do Tribunal Superior Eleitoral.

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A principal razão da exclusão dos cidadãos do pleito atual foi a falta do cadastramento biométrico, exigência em 1.248 municípios nestas eleições. A maioria dos ministros argumentou que não haveria tempo hábil para incluir os eleitores barrado no pleito atual, cujo número é bastante superior ao de biênios anteriores.

No período entre 2014 e 2016, foram cancelados 1.618.488 de títulos pelo mesmo motivo, distribuídos entre 780 municípios. Entre 2012 e 2014, foram 1.190.141 cancelamentos, em 463 cidades. O TSE tem a meta de que todos os eleitores brasileiros tenham sua biometria cadastrada até 2022.

Neste ano, alguns dos estados mais atingidos pela exigência da biometria foram Bahia, com 586,3 mil cancelamentos de títulos, Ceará (234,4 mil) e Maranhão (216,5 mil), todos estados da região Nordeste, onde Fernando Haddad, do PT, lidera nas pesquisas de intenção de voto. Por outro lado, São Paulo, onde Jair Bolsonaro, do PSL, está na frente, teve 375,1 mil cancelamentos.

O PSB, o PT e o PCdoB, que contestaram os cancelamentos de mais de 3 milhões de títulos, o equivalente a pouco mais de 2% do eleitorado brasileiro, argumentam que a medida atinge principalmente os mais pobres e as populações mais isoladas. Além disso, há o temor de que, em caso de uma disputa apertada no segundo, esses votos possam fazer falta. Em 2014, Dilma Rousseff superou Aécio Neves, do PSDB, por uma margem de apenas 3,4 milhões de votos.

Nos biênios anteriores, a Bahia não surgia como um dos principais impactados. Foram cancelados no estado nordestino 32,9 mil títulos entre 2014 e 2016. O mais atingido nesse período, de acordo com o TSE, foi o Paraná, com 247,7 mil cancelamentos. Entre 2012 e 2014, o principal atingido foi Pernambuco, com 245 mil cancelamentos.

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