Novos atos contra Bolsonaro são marcados para 18 de agosto e 7 de setembro

Calendário tem greve geral de servidores públicos em agosto e protestos no Dia da Independência

Protesto do dia 29 de maio em Belo Horizonte. Foto: Douglas Magno/AFP

Protesto do dia 29 de maio em Belo Horizonte. Foto: Douglas Magno/AFP

Política

Movimentos e organizações à frente dos protestos contra o presidente Jair Bolsonaro preparam novas mobilizações para os dias 18 de agosto e 7 de setembro. As decisões foram costuradas em reunião nesta sexta-feira 30.

 

 

No dia 18, uma quarta-feira, centrais sindicais devem realizar um dia de greve entre servidores públicos, para protestar contra a Reforma Administrativa, que tramita no Congresso Nacional por meio da Proposta de Emenda à Constituição 32.

A mobilização das centrais foi articulada em encontros de servidores públicos na quinta-feira 29 e nesta sexta. Os participantes também planejam reuniões com parlamentares, prefeitos e governadores até a data da greve, como forma de pressão por posicionamento contra a reforma.

“É hora de frear a destruição do serviço público”, afirmou Antonio Neto, presidente da Central dos Sindicatos Brasileiros, a CartaCapital. “A greve geral dos servidores públicos é uma paralisação em defesa daqueles que estão na linha de frente salvando o povo da barbárie do governo.”

A Campanha Fora, Bolsonaro, por sua vez, decidiu somar esforços com a greve dos servidores e designou a data como a principal de seu calendário em agosto.

Organizadores têm a expectativa de mobilizar outras categorias profissionais para aderir à paralisação pelo impeachment do presidente. As centrais devem se reunir na semana que vem para discutir a possibilidade.

Na prática, agosto não terá manifestações em um fim de semana, ao contrário do que se viu nos últimos quatro protestos. Está nos planos, porém, levar a pauta do impeachment para postos de trabalho e realizar atos nas ruas, a depender da articulação em cada estado.

Ficou para 7 de setembro (terça-feira), feriado da Independência, o modelo de manifestação que se viu nos últimos quatro protestos. Tradicionalmente, movimentos sociais usam a data para o “Grito dos Excluídos”.

Juliana Donato, integrante do coletivo Resistência Feminista e membro da organização dos atos, diz que as avaliações sobre 24 de julho foram positivas e descarta enfraquecimento.

“A gente transformou o dia 18 em luta pelo ‘fora, Bolsonaro’. Não será somente sobre a Reforma Administrativa. Estamos apostando em manter esse processo de mobilização que estamos construindo”, afirmou.

Segundo Atnagoras Lopes, secretário-executivo da central CSP-Conlutas, a orientação é de que os dirigentes das organizações priorizem os seus trabalhos para o próximo dia 18. Em sua visão, a conjuntura atual demanda a articulação de uma greve contra o presidente da República.

“Seria um crime contra os servidores não hierarquizar o dia 18. Vamos nos empenhar e fazer um dia nacional de paralisação, protestos e mobilizações de rua no fim do dia. Esse é o desafio”, declarou, em entrevista a CartaCapital.

 

 

Junte-se ao grupo de CartaCapital no Telegram

Um minuto, por favor...

Obrigado por ter chegado até aqui. Combater a desinformação, as mentiras e os ataques às instituições custa tempo e dinheiro. Nós, da CartaCapital, temos o compromisso diário de levar até os leitores um jornalismo crítico, alicerçado em dados e fontes confiáveis. Acreditamos que este seja o melhor antídoto contra as fake news e o extremismo que ameaçam a liberdade e a democracia.

Se você acredita no nosso trabalho, junte-se a nós. Apoie, da maneira que puder. Ou assine e tenha acesso ao conteúdo integral de CartaCapital!

Repórter do site de CartaCapital

Compartilhar postagem