Política

Nove meses após crime, polícia prende suspeitos por morte de Marielle

Nove meses após crime contra vereadora, agora é Marcelo Freixo quem sofre ameaças de morte

Nove meses após crime, polícia prende suspeitos por morte de Marielle
Nove meses após crime, polícia prende suspeitos por morte de Marielle
(Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil)
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A Polícia Civil do Rio de Janeiro cumpriu na última quarta-feira 13 mandados de prisão e busca e apreensão de suspeitos de envolvimento na morte da vereadora do Rio de Janeiro Marielle Franco (PSOL) e do motorista Anderson Pedro Gomes.

As detenções ocorreram no memso dia em que os policiais interceptaram um plano para assassinar o deputado estadual Marcelo Freixo (PSOL-RJ). Segundo documentos obtidos pelo jornal O Globo, milicianos se organizavam para matá-lo durante uma agenda política em Campo Grande, na Zona Oeste do Rio.

De volta a Marielle, foram expedidos, ao todo, 15 mandados, parte deles de inquéritos que correm em paralelo ao caso. As operações aconteceram em vários pontos da capital fluminense e nas cidades de Angra dos Reis, Nova Iguaçu, Petrópolis e Juiz de Fora (MG).

Um dos alvos da operação é uma quadrilha especializada na clonagem de carros. Há suspeitas de que esses bandidos tenham clonado o Chevrolet Cobalt branco usado pelos assassinos de Marielle para a emboscada.

Uma das linhas mais avançadas de investigação apura a participação do Escritório do Crime, grupo de assassinos de elite formado por policiais e ex-policiais. Ao enquadrar os clonadores, o objetivo seria produzir provas contra integrantes dessa organização.

A Delegacia de Homicídios do Rio de Janeiro afirma que, desde a morte de Marielle, vem realizando várias operações para apurar e qualificar informações de inteligência coletadas pela polícia ou enviadas anonimamente à unidade.

Leia também: Marielle, Bolsonaro e a importância do repúdio à violência na política

Marielle e Anderson foram mortos à tiros no dia 14 de março, durante uma emboscada em frente na região central do Rio. As investigações pouco avançaram nesses nove meses e o crime continua sem solução.

Em novembro, o ministro Raul Jungmann disse de o envolvimento de milicianos e agentes públicos no crime é ‘certeza’.

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