Nova carteira estudantil é contra “promoção do socialismo”, diz Bolsonaro

Governo lançou 'ID Digital' para reduzir fonte de recursos de entidades estudantis

Foto: Isac Nóbrega/PR

Foto: Isac Nóbrega/PR

Política

O presidente Jair Bolsonaro (PSL) assinou, nesta sexta-feira 6, uma Medida Provisória que cria o “ID Estudantil”, a nova carteirinha estudantil digital. O documento tem validade para alunos de modalidades do ensino básico ou superior.

Atualmente, o documento é impresso por entidades como a União Nacional dos Estudantes (Une) e União Brasileira dos Estudantes Secundaristas (Ubes). O serviço é cobrado pelas organizações, no entanto, o governo quer boicotar esta fonte de recursos.

Durante o anúncio, o presidente afirmou que a medida evitará a promoção do socialismo.

“Essa lei de hoje, apesar de ser uma bomba, é muito bem vinda, vem do coração. E vai evitar que certas pessoas, em nossas universidades, promovam o socialismo. Socialismo esse que não deu certo em lugar nenhum do mundo, e devemos nos afastar deles”, disse o presidente.

Bolsonaro também disse que os recursos, hoje, param no bolso de quem “não estuda nem trabalha”.

“Eu não sei quantos têm carteira no Brasil, vou chutar aqui uns 20 milhões. Se botaram aí 20 reais, vai dar quanto? 400 milhões. Talvez seja um pouco menos, que seja 100 milhões. São 100 milhões que deixam de sair do bolso de quem trabalha, para ir para o bolso de quem não estuda, nem trabalha”, argumentou. “Eles nem vão trabalhar mais, afinal de contas, agora o seu tempo laboral será zero. Não teremos mais uma minoria para impor certas coisas em troca de uma carteirinha.”

 

Na mesma linha, o ministro-chefe da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, afirmou que estas entidades estudantis estão “impregnadas” pela esquerda.

“Instituições como a Une e outras, impregnadas por uma esquerda… O que nós estamos fazendo hoje é libertar cada jovem, cada estudante. Não pagar dinheiro nem para Une nem para Ubes, para quem quer que seja. Basta acessar a internet e fazer o cadastro”, declarou.

A carteirinha digital poderá ser baixada nas lojas Google PlayApple Store e usada na tela do celular, sem necessidade de impressão. A emissão deve ter início em 90 dias. A Caixa Econômica Federal também deve oferecer o documento físico gratuitamente.

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