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No dia do #EleNão, Jair Bolsonaro recebe alta do hospital

Política

O candidato à Presidência pelo PSL, Jair Bolsonaro, teve alta no início da tarde do sábado 29, segundo o presidente do Partido, Gustavo Bebbiano. Ele estava internado no Hospital Israelita Albert Einstein, em São Paulo, desde o dia 7 de setembro, um dia após sofrer um atentado a faca durante campanha realizada em Juiz de Fora (MG).

Durante o tempo em que esteve hospitalizado, 23 dias ao todo, Bolsonaro foi submetido a duas cirurgias. Segundo informações da imprensa, o candidato teve alta ao meio dia, encontra-se plenamente recuperado, mas sem condições de fazer campanha pelas ruas.

#EleNão

A saída do deputado federal do hospital acontece no dia que em que estão marcadas diversas mobilizações pelo País, impulsionadas pelo movimento #EleNão, encabeçado essencialmente por mulheres que se opõem às propostas do candidato da extrema-direita.

Até as 13h do sábado, pelo menos 30 cidades de dez estados brasileiros – Goiás, Minas Gerais, Pará, Paraíba, Paraná, Pernambuco, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, Santa Catarina e São Paulo – iniciavam atos contra a candidatura de Bolsonaro. A expectativa é que os atos aconteçam nos 26 Estados e no Distrito Federal, somando mais de 60 cidades.

Em Minas Gerais, estado em que o presidenciável sofreu o ataque, pelo seis municípios registraram atos contra o candidato: Alfenas, Governador Valadares, Ipatinga, Itaúna, Montes Claros e Viçosa.

A cidade de Campinas, em São Paulo, local em que o candidato nasceu, também reuniu cerca de 12 mil manifestantes, segundo os organizadores, no Largo do Rosário. O número ainda não tinha sido confirmado pela Guarda Municipal e PM até o início da tarde. Em Araras, Marília, Limeira, Piracicaba, Rio Claro, Santa Bárbara D’Oeste, São Carlos, São José dos Campos, São José do Rio Preto e São Roque também aconteceram atos pelo #EleNão.

Na capital paulista, os manifestantes devem se reunir às 15h no Largo da Batata, zona oeste da cidade. São esperadas no ato as presenças dos candidatos à presidência Marina Silva (Rede) e Guilherme Boulos (Psol), além das candidatas a vice de Fernando Haddad (PT), Manuela D’Ávila (PC do B), de Ciro Gomes (PDT), Kátia Abreu (PDT), e de Boulos, Sônia Guajajara (Psol).

No Rio de Janeiro, a manifestação vai partir da Cinelândia e em Belo Horizonte da Praça Sete de Setembro.

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Segundo cartaz divulgado pelas organizadoras do movimento #EleNão, o Coletivo Juntas, as manifestações também repercutem internacionalmente. Países como Alemanha, Argentina, Austrália, Canadá, Espanha, França, Holanda, Inglaterra, Portugal e Estados Unidos tinham manifestações marcadas na data. A cantora norte-americana Madonna, ícone do pop, é mais uma das estrelas internacionais a somar ao movimento. Em seu perfil no Instagram, Madonna publicou um stories onde dizia: #EleNão vai nos desvalorizar #EleNão vai nos oprimir #EleNão vai nos calar, acompanhado da hashtag #endfacism.

A hashtag #EPelaVidadasMulheres ocupa o primeiro lugar no Twitter em território nacional neste sábado, com a repercussão dos movimentos pelo País.

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