Política
“Ninguém está pensando em relaxar o isolamento”, diz Nelson Teich
Discurso se opõe aos planos do presidente Jair Bolsonaro em dar fim ao isolamento no país
O ministro da Saúde, Nelson Teich, afirmou nesta quinta-feira 30 que não cogita recomendar o relaxamento do isolamento nos estados e municípios. Na próxima semana, ele prevê a apresentação de novas diretrizes para orientar os governadores e prefeitos sobre medidas de combate ao novo coronavírus.
“Ninguém está pensando em relaxar o isolamento, a gente está criando uma diretriz”, disse. Segundo ele, em algum momento a flexibilização será necessária, mas esta abordagem não será feita de forma superficial.
Segundo Teich, os governadores e prefeitos terão autonomia para decidir sobre o relaxamento do isolamento social, com base na situação de suas regiões.
O secretário Denizar Vianna também reforçou que o isolamento social é a melhor forma de prevenção ao coronavírus, já que ainda não existe uma vacina contra a doença.
No dia anterior, em audiência pública no Senado Federal, Teich já havia reiterado que o Ministério da Saúde “nunca mudou a orientação oficial de distanciamento social”.
A posição de Teich se opõe frontalmente à bandeira levantada pelo presidente Jair Bolsonaro, em favor do fim do isolamento social. Em repetidas vezes, o Palácio do Planalto pediu a reabertura do comércio e a volta à normalidade.
Na terça-feira 28, Bolsonaro afirmou que lamenta as mortes por covid-19 no Brasil, mas não pode fazer nada. De acordo com o último balanço do Ministério da Saúde, o país contabiliza 5.901 óbitos e mais de 85 mil infecções.
2026 já começou
Às vésperas das eleições de 2026, o País volta a encarar um ponto de inflexão: o futuro democrático está novamente em jogo.
A ameaça bolsonarista não foi derrotada, apenas recuou. No Congresso, forças conservadoras seguem ditando o ritmo. Lá fora, o avanço da extrema-direita e os conflitos em Gaza, no Irã e na Ucrânia agravam a instabilidade global.
Se você valoriza o jornalismo crítico, independente e comprometido com a democracia, este é o momento de agir.
Assine ou contribua com o quanto puder.


