Política
“Não há nada que possa adiar a soltura de Lula”, diz defesa
Advogado do ex-presidente afirma que qualquer demora seria de cunho político “ainda maior” contra Lula
O advogado do ex-presidente Lula afirmou, na manhã desta sexta-feira 08, que não há respaldo jurídico para manter Lula preso “por mais uma hora sequer”, e que qualquer impedimento nesse sentido seria mais um agravante político no caso.
“Não há nada que possa protelar a soltura nesse momento, e qualquer ato protelatório trará danos políticos ainda maiores ao processo”, afirmou Cristiano Zanin, referindo-se também ao pedido de nulidade movido pelos advogados contra a atuação do então juiz Sergio Moro.
Zanin respondeu aos jornalistas em frente à Superintendência da Polícia Federal do Paraná, onde Lula se encontra preso há mais de 500 dias. Na quinta à noite, o Supremo decidiu invalidar a prisão após condenação por 2ª instância, interpretação que seguia desde 2016.
Na época, o processo de Lula foi o que mais teve rapidez no andamento em comparação a outros julgados por Sérgio Moro, que integrava a força-tarefa da Operação Lava Jato. Quando o Supremo negou um habeas corpus preventivo apresentado pela defesa, Moro demorou menos de 20 minutos entre a notificação pelo Tribunal Regional Federal da 4ª Região e a expedição da ordem de prisão. Usualmente, aguarda-se até a publicação do acórdão pelo STF.
Advogados do ex-presidente Lula, Cristiano e Valeska Zanin, em frente à Superintendência da Polícia Federal do Paraná, onde Lula se encontra preso. (Foto: Ton Cabano)
Questionado sobre o estado de espírito de Lula, Zanin afirmou que ele está “muito sereno” e que a decisão do Supremo Tribunal Federal “deu a ele uma luz de esperança para que possa haver justiça no caso”, afirmou o advogado.
“É importante lembrar que nossa batalha jurídica continua. O nosso foco é a declaração da nulidade de todo o processo que levou à condenação do ex-presidente Lula”, ressaltou.
A defesa ainda aguarda pelo julgamento de um habeas corpus que está no STF desde novembro de 2018. No pedido, os advogados apontam parcialidade por parte do ex-juiz Sergio Moro, que tinha acabado de aceitar o convite do presidente Jair Bolsonaro para se tornar Ministro da Justiça.
Ele também informou que não tem conhecimento para onde Lula caso saia da prisão ainda hoje.
2026 já começou
Às vésperas das eleições de 2026, o País volta a encarar um ponto de inflexão: o futuro democrático está novamente em jogo.
A ameaça bolsonarista não foi derrotada, apenas recuou. No Congresso, forças conservadoras seguem ditando o ritmo. Lá fora, o avanço da extrema-direita e os conflitos em Gaza, no Irã e na Ucrânia agravam a instabilidade global.
Se você valoriza o jornalismo crítico, independente e comprometido com a democracia, este é o momento de agir.
Assine ou contribua com o quanto puder.


