Não há elementos contra José Carlos Cosenza, diz PF

A Polícia Federal havia manifestado suspeita a respeito do atual diretor de Abastecimento da Petrobras, mas voltou atrás e, diante de questionamento de juiz, diz que errou

Não há provas contra José Carlos Cosenza, diretor de Abastecimento da Petrobras, diz a PF

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O delegado da Polícia Federal Marcio Adriano Anselmo, responsável pelas investigações da Operação Lava Jato, informou nesta terça-feira 19 ao juiz responsável pelo processo, Sergio Moro, que “não há, até o momento, nos autos, qualquer elemento que evidencie a participação” de José Carlos Cosenza, atual diretor de Abastecimento da Petrobras, “no esquema de distribuição de vantagens ilícitas no âmbito da Petrobras”. As informações são do jornal O Estado de S.Paulo.

A PF fez o informe ao juiz após incluir o nome de Cosenza como beneficiário do esquema de corrupção investigado na Operação Lava Jato. Como mostrou CartaCapital na terça-feira 18 os delegados questionaram diversos dos executivos presos na sexta-feira 14 a respeito de Cosenza: “Paulo Roberto Costa e Alberto Youssef mencionaram a existência de pagamento de comissões pelas empreiteiras que mantinham contratos com a Petrobras, tendo como beneficiários além deles próprios, os diretores Duque, Cerveró e Cosenza, bem como alguns agentes políticos. Tem conhecimento destes pagamentos e de quem eram seus beneficiários”, questionou a PF.

Nesta quarta-feira 19, o delegado afirmou que o nome de Cosenza apareceu em alguns interrogatórios “por erro de material”. A resposta foi motivada por uma cobrança realizada por Moro, uma vez que o suposto envolvimento de Cosenza teve grande repercussão e até aqui não foi provado.

A repercussão ocorreu pois o surgimento do nome de Cosenza seria um indicativo de que o esquema de corrupção estaria em atividade mesmo após a substituição de Paulo Roberto Costa por Cosenza, em 2012. Nos bastidores, algumas autoridades cogitavam até mesmo o afastamento de Cosenza diante do surgimento de seu nome na investigação.

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