Política
Nada muda, diz Kassab sobre decisão de Leite, reafirmando candidatura própria
Nas últimas semanas, o PSD tentou atrair o governador do Rio Grande do Sul para participar da disputa pela presidência
Após o governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite, bater o martelo e afirmar que vai permanecer no PSDB, Gilberto Kassab, presidente nacional do PSD, disse que “nada muda” e que sua sigla ainda terá uma candidatura própria para o Planalto nas eleições deste ano. Nas últimas semanas, o PSD vinha tentando atrair o governador do Rio Grande do Sul para participar da disputa.
“Quero desejar boa sorte ao Eduardo Leite, é um valoroso quadro, jovem, bem preparado, e não é fácil sua decisão de deixar o partido”, disse Kassab sobre o dirigente gaúcho, durante entrevista coletiva nesta segunda-feira (28).
O líder do PSD afirmou ainda que o partido “está muito tranquilo” com o anúncio de Leite, e que um novo candidato para corrida presidencial será apresentado em breve, mesmo com o prazo apertado para a decisão. Kassab não quis compartilhar qual nome está sendo sondado pelo partido.
Este é o segundo revés do PSD, que antes apostou na candidatura do presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), para a corrida presidencial. O senador, no entanto, desistiu da disputa para concentrar esforços no comando do Congresso.
Kassab também negou que o partido esteja construindo qualquer acerto com o PT, mesmo que ele tenha dado sinalizações de apoio, alegando não ser impossível que isso acontecesse ainda no primeiro turno. “Você acredita nisso?” respondeu ao ser questionado sobre o tema, dizendo ser “evidente”, pelas ações do partido, como as sucessivas tentativas de lançamento de nomes ao Planalto, que ele não formou aliança com os petistas.
Sobre apoiar o PT no segundo turno, Kassab disse que, ao lançar uma candidatura, não pode “admitir que não estará no segundo turno”.
Apoie o jornalismo que chama as coisas pelo nome
Depois de anos bicudos, voltamos a um Brasil minimamente normal. Este novo normal, contudo, segue repleto de incertezas. A ameaça bolsonarista persiste e os apetites do mercado e do Congresso continuam a pressionar o governo. Lá fora, o avanço global da extrema-direita e a brutalidade em Gaza e na Ucrânia arriscam implodir os frágeis alicerces da governança mundial.
CartaCapital não tem o apoio de bancos e fundações. Sobrevive, unicamente, da venda de anúncios e projetos e das contribuições de seus leitores. E seu apoio, leitor, é cada vez mais fundamental.
Não deixe a Carta parar. Se você valoriza o bom jornalismo, nos ajude a seguir lutando. Assine a edição semanal da revista ou contribua com o quanto puder.



