Política

Mulheres indígenas ocupam prédio do Ministério da Saúde

Protesto faz parte da primeira edição da Marcha das Mulheres Indígenas, que inaugura semana de manifestações em Brasília

Foto: Reprodução/Twitter
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Na manhã desta segunda-feira 12, manifestantes que participam da 1ª Marcha das Mulheres Indígenas, em Brasília, ocuparam parte do prédio do Ministério da Saúde em Brasília, na Explanada dos Ministérios. De acordo com informações do Conselho Indigenista Missionário (Cimi), a reivindicação é “em defesa do subsistema de saúde indígena”, amparado pela SESAI (Secretaria Especial de Saúde Indígena). 

Dentro e fora do prédio, os indígenas cantavam e diziam motivações para a manifestação, que tem a saída da atual secretária Silvia Waiãpi, que também é indígena e tenente do Exército, como uma das demandas. A alteração da SESAI por foi feita por um decreto assinado pelo presidente Jair Bolsonaro, que retirou o Departamento de Gestão do órgão – que mantinha membros da sociedade civil.

“Depois que a Silvia entrou, a secretaria sofreu um verdadeiro desmonte. Hoje, os distritos não têm mais autonomia para poder fazer o trabalho. Eles não municipalizaram a saúde, mas desmancharam a secretaria. Se você não tem autonomia de gestão, você não toma decisão. A impressão é que a SESAI acabou”, afirmou ao Cimi o coordenador Kretã Kaingang, da Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (APIB) para a região Sul.

A Marcha das Mulheres Indígenas está em sua primeira edição e tem a temática “Território: nosso corpo, nosso espírito”. Na próxima terça-feira 13, ela soma-se à Marcha das Margaridas, já tradicional passeata que ocorre a cada 4 anos, e que espera reunir cerca de 100 mil mulheres do campo, das águas e das florestas em Brasília.

Giovanna Galvani

Giovanna Galvani
É repórter do site de CartaCapital.

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