Política

MPF vê ataque à democracia em ato no QG do Exército e pede providências

As procuradoras Luciana Loureiro e Márcia Zollinger afirmam que os atos ‘têm nítido propósito de desestabilizar as instituições democráticas, impugnando o resultado do processo eleitoral’

MPF vê ataque à democracia em ato no QG do Exército e pede providências
MPF vê ataque à democracia em ato no QG do Exército e pede providências
Foto: Gabriela Ornelas
Apoie Siga-nos no

O Ministério Público Federal vê ataque à democracia durante as manifestações em frente ao quartel-general do Exército em Brasília e pede providências imediatas.

O ofício foi encaminhado, na última sexta-feira 11, ao Ministério da Defesa, ao Comando do Exército, à Secretaria de Segurança Pública do Distrito Federal e ao Detran (Departamento de Trânsito).

No texto, o MPF diz ver possível crime por “incitar a animosidade das Forças Armadas contra os poderes constitucionais”

O QG do Exército em Brasília está ocupado por manifestantes bolsonaristas desde a derrota do presidente no segundo turno, último dia 30. Eles pedem “intervenção federal” e questionam o resultado das urnas. 

Para as procuradoras Luciana Loureiro e Márcia Zollinger que assinam o documento, as manifestações “têm nítido propósito de desestabilizar as instituições democráticas, impugnando o resultado do processo eleitoral.” E há “potencial risco de desencadear crise nas estruturas do Estado Democrático de Direito.”

A Secretaria de Segurança Pública do Distrito Federal e o Detran têm um prazo de até cinco dias para que os órgãos competentes informem quais medidas foram adotadas diante das ocupações das avenidas.

O ofício pede o encaminhamento de dados que identifiquem as pessoas que promovem ou oferecem apoio financeiro aos atos.

ENTENDA MAIS SOBRE: , ,

Jornalismo crítico e inteligente. Todos os dias, no seu e-mail

Assine nossa newsletter

Assine nossa newsletter e receba um boletim matinal exclusivo

2026 já começou

Às vésperas das eleições de 2026, o País volta a encarar um ponto de inflexão: o futuro democrático está novamente em jogo.

A ameaça bolsonarista não foi derrotada, apenas recuou. No Congresso, forças conservadoras seguem ditando o ritmo. Lá fora, o avanço da extrema-direita e os conflitos em Gaza, no Irã e na Ucrânia agravam a instabilidade global.

Se você valoriza o jornalismo crítico, independente e comprometido com a democracia, este é o momento de agir.

Assine ou contribua com o quanto puder.

Jornalismo crítico e inteligente. Todos os dias, no seu e-mail

Assine nossa newsletter

Assine nossa newsletter e receba um boletim matinal exclusivo