MPF admite falta de provas e pede a absolvição de Lula em processo da Zelotes

'Faltam elementos aptos a corroborar que Luiz Inácio Lula da Silva e Gilberto Carvalho tenham solicitado as vantagens indevidas'

O ex-presidente Lula. Foto:  Filippo Monteforte/AFP

O ex-presidente Lula. Foto: Filippo Monteforte/AFP

Política

O Ministério Público Federal pediu a absolvição do ex-presidente Lula e de seu ex-chefe de gabinete Gilberto Carvalho em um processo, decorrente da Operação Zelotes, sobre um suposto recebimento de propina para favorecer montadoras.

 

 

Segundo o despacho assinado pelo procurador Frederico Paiva, “as provas produzidas ao longo da instrução não trouxeram luz quanto às circunstâncias em que teria ocorrido o repasse dos R$ 6 milhões aos réus”.

Também viraram réus na operação o advogado Mauro Marcondes; o lobista Alexandre Paes dos Santos; o sócio de Santos na consultoria SGR José Ricardo da Silva; e os executivos Carlos Alberto de Oliveira Andrade (Caoa) e Paulo Arantes Ferraz (MMC).

Em setembro de 2017, o juiz Vallisney Oliveira, da 10ª Vara Federal de Brasília, aceitou a denúncia do MPF, sob a alegação de que, em troca do dinheiro, Lula teria editado uma medida provisória para favorecer as montadoras em 2009.

Em nota divulgada à época, a defesa do petista afirmou que “a denúncia sem sentido ou provas (…) é mais um exemplo da perseguição contra o ex-presidente Lula, que dessa vez será julgado pela prorrogação de uma política de desenvolvimento regional, criada antes de seu governo, que tornou as regiões Nordeste, Norte e Centro-Oeste responsáveis por 13% dos empregos na indústria automobilística e 10% das exportações de veículos”.

Agora, o MPF conclui que “faltam elementos aptos a corroborar que Luiz Inácio Lula da Silva e Gilberto Carvalho tenham solicitado as vantagens indevidas”.

 

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