Política

MP propõe regras para combater fraudes em cotas nas eleições

Mudanças foram sugeridas ao Tribunal Superior Eleitoral

MP propõe regras para combater fraudes em cotas nas eleições
MP propõe regras para combater fraudes em cotas nas eleições
Urna eletrônica. Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil
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Eleições 2026

O Ministério Público Eleitoral apresentou nesta quarta-feira 4 ao Tribunal Superior Eleitoral sugestões para aperfeiçoar as normas e evitar que gastos com segurança de candidatas esgotem as verbas de campanha destinadas às mulheres e medidas para assegurar a eficácia das cotas de pessoas negras e indígenas.

Ao apresentar as sugestões do MP Eleitoral, o procurador da República e membro auxiliar da Procuradoria-Geral Eleitoral, Matheus Bueno, destacou que uma das inovações propostas pelas resoluções deste ano é a possibilidade de os partidos utilizarem recursos públicos de campanha para pagar segurança particular às candidatas.

Bueno ressaltou que o combate à violência política de gênero é uma das prioridades do órgão e sugeriu que a despesa seja condicionada a um pedido expresso da própria candidata, como forma de evitar que os partidos esgotem, com isso, os recursos que deveriam ser destinados à campanha das mulheres.

“A política pública não deve ser esvaziada com medidas puramente de custeio. Precisa haver dinheiro para atividades de campanha propriamente dita”, pontuou.

No mesmo sentido, o MP Eleitoral propõe a fixação de limite para esse tipo de gasto, assim como já está previsto na nova resolução para outras despesas partidárias, como aluguel de veículos, militância de campanha, combustível de carreata e alimentação de pessoal.

Dos 30% dos recursos públicos de campanha destinados pela legislação eleitoral às candidaturas femininas, o órgão sugere que no máximo 5% desse montante possa ser utilizado com gastos de segurança privada.

Cotas para negros e indígenas

Com relação ao tema registro de candidaturas, o MP Eleitoral sugeriu que os partidos sejam obrigados a criar comissões de heteroidentificação ou verificação de pertencimento, especialmente para avaliar casos em que há divergência entre o registro de candidatura e o cadastro eleitoral.

Além disso, também propôs que seja mantida a regra de que, se uma federação partidária tiver um partido em situação irregular, não pode funcionar naquela circunscrição até que a situação seja resolvida. As sugestões serão analisadas pelos ministros do TSE antes da aprovação final das resoluções.

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