Política
MP Eleitoral pede investigação de deputado bolsonarista por transfobia contra Erika Hilton
O episódio aconteceu durante uma sessão da CPMI do 8 de Janeiro
O Ministério Público Eleitoral pediu a abertura de uma investigação contra o deputado federal Abílio Brunini (PL-MT) por transfobia e violência política de gênero contra a deputada Érika Hilton (PSOL-SP).
A representação, assinada pelo procuradora Raquel Branquinho Nascimento, foi encaminhada à Procuradoria-Geral da República, responsável por apurar eventuais desvios de conduta dos parlamentares.
O episódio de transfobia aconteceu durante uma sessão da CPMI do 8 de Janeiro.
O deputado bolsonarista fez uma insinuação transfóbica contra Hilton ao dizer que ela estaria “oferecendo seus serviços” para cuidar de suposta carência do parlamentar. As declarações foram repudiadas por integrantes da CPMI durante a audiência.
No ofício à PGR, a procuradora justificou a abertura da apuração com base no crime de violência política de gênero.
“Os fatos dependem de apuração, inclusive mediante análise do sistema audiovisual do local onde se estabeleceram os debates, das câmeras de filmagens, depoimentos de testemunhas, dentre outras diligências cabíveis.”
Destacou, ainda, que as declarações, se comprovadas durante a investigação, podem configurar “um ataque a esse grupo específico de mulheres, com o propósito de impedir ou dificultar o exercício do mandato eletivo das mulheres trans eleitas”.
Após o episódio, a bancada do PSOL também apresentou um pedido de cassação do mandato de Brunini à presidência da Câmara por quebra do decoro parlamentar.
Apoie o jornalismo que chama as coisas pelo nome
Depois de anos bicudos, voltamos a um Brasil minimamente normal. Este novo normal, contudo, segue repleto de incertezas. A ameaça bolsonarista persiste e os apetites do mercado e do Congresso continuam a pressionar o governo. Lá fora, o avanço global da extrema-direita e a brutalidade em Gaza e na Ucrânia arriscam implodir os frágeis alicerces da governança mundial.
CartaCapital não tem o apoio de bancos e fundações. Sobrevive, unicamente, da venda de anúncios e projetos e das contribuições de seus leitores. E seu apoio, leitor, é cada vez mais fundamental.
Não deixe a Carta parar. Se você valoriza o bom jornalismo, nos ajude a seguir lutando. Assine a edição semanal da revista ou contribua com o quanto puder.



