Política

MP do Rio livra Carlos Bolsonaro de inquérito, mas denuncia sete por ‘rachadinha’ em seu gabinete

Órgão aponta que Jorge Luiz Fernandes, chefe de gabinete do filho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), seria o responsável por liderar o esquema

MP do Rio livra Carlos Bolsonaro de inquérito, mas denuncia sete por ‘rachadinha’ em seu gabinete
MP do Rio livra Carlos Bolsonaro de inquérito, mas denuncia sete por ‘rachadinha’ em seu gabinete
Carlos Bolsonaro. Foto: Divulgação/Câmara de Vereadores do Rio de Janeiro
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O Ministério Público do Rio de Janeiro arquivou uma investigação contra o vereador fluminense Carlos Bolsonaro (PL) pela suposta prática de rachadinha em seu gabinete na Câmara Municipal.

Por outro lado, denunciou sete pessoas por participação no esquema, entre eles Jorge Luiz Fernandes, chefe de gabinete do filho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

A conclusão das apurações foi enviada à Justiça do Rio nesta quarta-feira 11. Cabe ao juiz do caso decidir se aceita ou não a denúncia.

Durante a investigação, Carlos foi alvo de quebras de sigilo bancário, fiscal e telemático. Mas, segundo o MP, não foram encontrados indícios de que ele teria recebido parte dos salários dos servidores da Câmara. O suposto esquema teria ocorrido entre 2005 e 2021.

Quem também saiu ilesa das acusações foi a mãe do vereador, Ana Cristina Valle, apontada pela Polícia como parte do esquema de rachadinha que acontecia no gabinete de Carlos.

São alvos da denúncia:

  • Jorge Luiz Fernandes
  • Juciara da Conceição Raimundo da Cunha
  • Alexander Florindo Baptista Júnior
  • Thiago Medeiros da Silva
  • José Francisco dos Santos
  • Andrea Cristina da Cruz Martins
  • Regina Célia Sobral Fernandes (esposa de Jorge Luiz)

De acordo com o MP, o chefe do gabinete de Carlos seria o responsável por liderar o esquema. Ele teria criado uma “verdadeira organização criminosa” para receber os valores provenientes da rachadinha. Os demais denunciados apenas recebiam e repassavam o dinheiro, afirma o documento, cujo teor foi revelado pela GloboNews.

Escreveu o MP: “Há indícios veementes de que algumas pessoas que estavam nomeadas para funções no gabinete não as exerciam, uma vez que residiam em locais muito distantes ou que tinham outras atividades laborativas no mesmo período em que estavam no [órgão público]”.

CartaCapital procurou a defesa do vereador para mais esclarecimentos, mas até o momento não obteve retorno. O espaço segue aberto.

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