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Motta se reúne com bancada do agro para discutir renegociação de dívidas rurais

A iniciativa é vista pelo Planalto como uma ‘pauta-bomba’, por seu impacto estimado de 140 bilhões de reais nas contas públicas em 13 anos

Motta se reúne com bancada do agro para discutir renegociação de dívidas rurais
Motta se reúne com bancada do agro para discutir renegociação de dívidas rurais
O presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), com integrantes da Frente Parlamentar da Agropecuária. Foto: Redes Sociais/Reprodução
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O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), se reuniu nesta terça-feira 23 com representantes do agro para debater o projeto que prevê a renegociação de dívidas agrícolas. A iniciativa é vista pelo Planalto como uma ‘pauta-bomba’, por seu impacto estimado de 140 bilhões de reais nas contas públicas em 13 anos.

Motta recebeu integrantes da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA). Integrantes do agro tem pressionado o presidente da Casa para colocar o projeto em votação —Motta tem tentado evitar pautar projetos com impacto bilionário sobre as contas públicas.

Se aprovado, o benefício contemplará produtores atingidos por eventos climáticos extremos ou impactos econômicos decorrentes de conflitos geopolíticos internacionais. O subsídio será bancado com recursos do Fundo Social, criado a partir das receitas do petróleo do pré-sal.

O texto é de autoria do deputado Domingos Neto (PSD-CE). Como a matéria foi alterada pela Casa, o texto precisa voltar para a análise da Câmara antes de seguir para sanção do presidente Lula (PT).

Os financiamentos serão fornecidos pelo BNDES e terão limite de 10 milhões de reais por beneficiário e 50 milhões para associações e cooperativas. O prazo de pagamento é de 10 anos, com 3 anos de carência.

O presidente da Câmara também se reuniu com representantes do setor sucroenergético e com a deputada Marussa Boldrin (Republicanos-GO). Ela é a relatora do projeto que propõe a redução de impostos federais sobre combustíveis e biocombustíveis.

O projeto autoriza a União a compensar renúncias fiscais em combustíveis com receitas extraordinárias do setor de petróleo. A medida visa mitigar os impactos econômicos do conflito no Oriente Médio sobre o mercado de energia.

(Com informações da Agência Câmara).

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