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Moraes proíbe Justiça do DF de liberar visitas a bolsonaristas presos por envolvimento no 8 de Janeiro

No despacho, o ministro nega uma solicitação de parlamentares bolsonaristas para ouvir mulheres detidas sobre supostas irregularidades

Moraes proíbe Justiça do DF de liberar visitas a bolsonaristas presos por envolvimento no 8 de Janeiro
Moraes proíbe Justiça do DF de liberar visitas a bolsonaristas presos por envolvimento no 8 de Janeiro
O ministro do STF Alexandre de Moraes. Foto: Rosinei Coutinho/STF
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O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, determinou que a Vara de Execuções Penais do Distrito Federal suspenda eventuais visitas aos bolsonaristas presos por envolvimentos nos atos golpistas de 8 de janeiro.

A decisão, assinada em 17 de fevereiro, responde a pedidos apresentados pelo deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) e pelo senador Cleitinho Azevedo (Republicanos-MG) para coletar depoimentos de mulheres detidas sobre supostas irregularidades nas prisões determinadas pelo STF.

No documento, os parlamentares dizem ter conversado com mulheres presas durante o quebra-quebra na capital federal. Para Moraes, porém, somente a Corte pode autorizar as visitas.

“As investigações que estão sendo realizadas, bem como as diligências que se encontram em curso, tramitam nesta Corte sob sigilo, razão pela qual quaisquer requerimentos formulados que estejam relacionados às prisões efetivadas em razão dos fatos ocorridos em 8 de janeiro de 2023 deverão ser remetidos diretamente a este relator“, escreveu o magistrado.

Segundo a Procuradoria-Geral da República, metade dos cerca de mil presos pela invasão às sedes dos Três Poderes recebeu auxílio emergencial durante a pandemia de Covid-19. Cerca de 60% dos bolsonaristas detidos são homens e a maioria tem entre 36 e 55 anos.

Ao todo, o órgão já apresentou mais de 800 denúncias contra envolvidos nos atos golpistas. As investigações do MPF se concentram em quatro frentes:

  • responsáveis pela depredação das dependências do Planalto, do Congresso e do Supremo;
  • autores intelectuais e autoridades que incentivaram atos antidemocráticos;
  • financiadores dos ataques golpistas;
  • agentes públicos que se omitiram diante da invasão bolsonarista.

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