Política

Moraes prepara combate ao assédio eleitoral de empregadores com MPT

Somente até segunda-feira, segundo o MPT, são 169 acusações de coação eleitoral neste ano

Moraes prepara combate ao assédio eleitoral de empregadores com MPT
Moraes prepara combate ao assédio eleitoral de empregadores com MPT
O presidente do TSE, Alexandre de Moraes. Foto: Antonio Augusto/Secom/TSE
Apoie Siga-nos no

O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Alexandre de Moraes, afirmou nesta quinta-feira que realizará uma reunião com o Ministério Público Eleitoral e com o Ministério Público do Trabalho para debater denúncias de casos de assédio eleitoral que vêm sendo denunciados em todo o país. Somente até segunda-feira, segundo o MPT, são 169 acusações de coação eleitoral neste ano.

De acordo com o presidente do TSE, o encontro, que contará com o vice-procurador-geral eleitoral, Paulo Gonet, e com o procurador-geral do MPT, tem o objetivo de alinhar um combate “ao assédio eleitoral do empregador”. Segundo Moraes, a prática é “lamentável”.

— Lamentavelmente temos casos de assédio eleitoral do empregador coagindo, ameaçando para que seus funcionários votem ou deixem de votar em determinadas pessoas. Há inclusive empregadores querendo trocar dinheiro, querendo comprar o documento do empregador — afirmou Moraes.

Ainda segundo o ministro, a prática consiste em crime comum e crime eleitoral, e a ideia da reunião é estabelecer critérios para uma atuação “mais efetiva, mais rápida” da Justiça.

— Não é possível que em pleno século 21 se queira coagir o empregado — lembrou o presidente do TSE, destacando que a Corte já conta com um canal de denúncias, onde os relatos podem ser feitos em sigilo.

Informações divulgadas pelo MPT na última segunda-feira mostram que as eleições deste ano bateram o recorde de denúncias de assédio eleitoral no ambiente laboral. Até o momento, foram registrados ao menos 169 casos. A região Sul tem o maior número de acusações, com 79 ocorrências, sendo 29 no Paraná, estado com maior quantidade de queixas. Na segunda posição está a região Sudeste, com 43 denúncias, seguida por Nordeste (23), Centro-Oeste (13) e Norte (11).

ENTENDA MAIS SOBRE: , , , , , ,

Jornalismo crítico e inteligente. Todos os dias, no seu e-mail

Assine nossa newsletter

Assine nossa newsletter e receba um boletim matinal exclusivo

Apoie o jornalismo que chama as coisas pelo nome

Depois de anos bicudos, voltamos a um Brasil minimamente normal. Este novo normal, contudo, segue repleto de incertezas. A ameaça bolsonarista persiste e os apetites do mercado e do Congresso continuam a pressionar o governo. Lá fora, o avanço global da extrema-direita e a brutalidade em Gaza e na Ucrânia arriscam implodir os frágeis alicerces da governança mundial.

CartaCapital não tem o apoio de bancos e fundações. Sobrevive, unicamente, da venda de anúncios e projetos e das contribuições de seus leitores. E seu apoio, leitor, é cada vez mais fundamental.

Não deixe a Carta parar. Se você valoriza o bom jornalismo, nos ajude a seguir lutando. Assine a edição semanal da revista ou contribua com o quanto puder.

Leia também

Jornalismo crítico e inteligente. Todos os dias, no seu e-mail

Assine nossa newsletter

Assine nossa newsletter e receba um boletim matinal exclusivo