Política

Moraes dá mais 15 dias para a PF investigar o bolsonarista que ameaçou Lula e o STF

Nesta semana, o ministro do Supremo acolheu um pedido da PF e converteu em preventiva a prisão temporária de Ivan Pinto

Foto: Reprodução
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O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, estendeu por 15 dias o prazo para a Polícia Federal concluir as investigações sobre Ivan Rejane Fonte Boa Pinto, preso em 22 de julho por ameaçar ministros da Corte e políticos de esquerda, como Lula (PT).

Na última segunda-feira 1º, Moraes acolheu um pedido da PF e converteu em preventiva a prisão temporária de Ivan.

O argumento da corporação para pedir a prorrogação da investigação é o de que aguarda os resultados da perícia em equipamentos eletrônicos de Ivan.

O militante chegou a divulgar um vídeo horas antes de ser detido, com ataques a ministros do STF.

“As tchutchucas do PT estão em desespero porque sabem que nós da direita vamos fazer o maior 7 de Setembro da história”, disse o bolsonarista na gravação. “É o STF que rasga a Constituição e eu tenho o direito de chamar todos esses caras de vagabundos e mentirosos”.

No despacho em que decretou a prisão preventiva, Moraes argumentou que “é possível verificar, em certo grau, a extensão da divulgação do conteúdo criminoso objeto de investigação nestes autos, tendo o investigado criado diversas listas de transmissão de mensagens (nove) e se vangloriado do tamanho de seu canal na rede Kwai (mais de 94 mil seguidores)”.

Os vídeos de Ivan são repletos de xingamentos e palavras de baixo calão. Ele diz que sua “guerra” é “contra o tráfico de drogas”, mas seus alvos preferenciais são políticos de esquerda, a quem ele associa a existência do narcotráfico, e os ministros do Supremo, que, segundo ele, “mandam soltar esses vagabundos”.

“A minha vontade é meter uma bala na cabeça desses juízes e desembargadores, a minha vontade é tacar fogo neles”, afirmou em um vídeo publicado em 9 de julho.

Em um post recente, disse que o próximo 7 de Setembro será a “culminância da indignação popular brasileira”. “Está na hora de invadir o STF”, alegou.

“Eu vou dizer uma coisa para vocês, togados vagabundos (…) Nós não vamos só invadir o STF, não. Nós vamos pendurar vocês de cabeça para baixo”, declarou em 8 de julho.

CartaCapital
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