Política

Moraes dá 10 dias para a PF se manifestar sobre troca de diretores sem aval judicial

A decisão do ministro do STF ocorre no âmbito de uma solicitação protocolada pelo senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP

Moraes dá 10 dias para a PF se manifestar sobre troca de diretores sem aval judicial
Moraes dá 10 dias para a PF se manifestar sobre troca de diretores sem aval judicial
O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). Foto: Nelson Jr./SCO/STF
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O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, estabeleceu nesta segunda-feira 4 o prazo de 10 dias para o diretor-geral da Polícia Federal, Márcio Nunes, se manifestar em uma ação que pede aval da Justiça para a troca de delegados em diretorias estratégicas da corporação.

A decisão de Moraes ocorre no âmbito de uma solicitação protocolada pelo senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP) no inquérito que apura possível interferência do presidente Jair Bolsonaro na PF.

Pelas redes sociais, Randolfe afirmou que a determinação de Moraes é “importantíssima para evitar as interferências indevidas de Bolsonaro na Polícia Federal, que segue tentando se blindar e proteger sua família às custas do interesse público”.

Na ação, o senador escreveu que, “conhecendo o histórico de um Presidente da República que subjuga a Polícia Federal aos seus interesses próprios, trocando cargos de cúpula da Polícia Federal como quem movimenta peças em um tabuleiro, buscando interferir na atuação de investigações ─ sendo esse, inclusive, o objeto do presente Inquérito ─, é evidente que o movimento de troca na Diretoria-Geral da PF se deu em razão do desagrado do chefe do Executivo Federal com a conclusão a que chegou o órgão no âmbito do Inquérito 4.878/DF”.

Em fevereiro, o governo de Jair Bolsonaro trocou mais uma vez o diretor-geral da PF. Nunes assumiu o cargo após a saída de Paulo Maiurino. Na semana passada, a corporação concluiu que Bolsonaro não cometeu crimes nas supostas interferências realizadas por meio de nomeações e de tentativas de mudanças de cargos.

Em relatório final enviado ao STF, a PF também apontou que não é possível imputar crime ao ex-ministro da Justiça Sergio Moro pelas acusações feitas a Bolsonaro em seu pronunciamento de demissão do cargo, em abril de 2020.

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