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Moraes arquiva inquérito contra Zambelli por coação e obstrução de Justiça

O ministro seguiu a recomendação da Procuradoria-Geral da República, que defendeu a extinção do processo

Moraes arquiva inquérito contra Zambelli por coação e obstrução de Justiça
Moraes arquiva inquérito contra Zambelli por coação e obstrução de Justiça
Deputada Carla Zambelli durante coletiva na Câmara dos Deputados. Foto Lula Marques/ Agência Brasil
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O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, determinou o arquivamento de inquérito que acusava a ex-deputada federal Carla Zambelli (PL-SP) de tentar interferir em processos da Corte. A decisão, assinada no último dia 13, mas publicada nesta quarta-feira 18, ocorre após a Procuradoria-Geral da República recomendar a extinção do processo.

A investigação começou após a bolsonarista fugir do Brasil em junho de 2025, logo depois de ser condenada pelo STF no caso da invasão a um sistema do Conselho Nacional de Justiça. Entrevistas concedidas por ela naquele período levaram o relator do caso, Alexandre de Moraes, a abrir uma nova apuração para verificar se a então deputada pretendia agir no exterior para pressionar instituições brasileiras ou influenciar o andamento de ações penais.

Durante o inquérito, a Polícia Federal analisou publicações na internet e transferências financeiras de Zambelli. De acordo com a PGR, as mensagens tinham tom político e crítico, mas não provocaram efeitos concretos sobre processos judiciais.

Na manifestação enviada ao STF, o procurador-geral Paulo Gonet sustentou que Zambelli fez declarações públicas e divulgou conteúdos nas redes sociais sugerindo que buscaria apoio fora do País para influenciar autoridades estrangeiras a agir sobre casos no STF, mas que as apurações não encontraram ações práticas nesse sentido. 

As doações por Pix, ainda conforme o parecer, vieram principalmente de apoiadores que responderam a uma campanha divulgada pela investigada. “É verossímil, portanto, que o projeto delituoso tenha se limitado ao nível da retórica, sem significativa exteriorização de atos executórios”, concluiu o chefe do Ministério Público Federal. 

Zambelli permanece presa na Itália desde julho do ano passado e aguarda uma decisão da Justiça local sobre o pedido de extradição apresentado pelo Brasil após a condenação no Supremo.

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