Política
Ministro do TCU diz que Lula e Campos tinham relação ‘estreita’
Antes da confirmação de que Eduardo Campos havia morrido, ex-presidente trocou telefonemas com José Múcio Monteiro
Do Recife (PE)
Ex-ministro das Relações Institucionais e atualmente no Tribunal de Contas da União, José Múcio Monteiro é testemunha da agonia do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva diante da possibilidade de que o candidato do PSB à Presidência, Eduardo Campos, estivesse, como se confirmou depois, no acidente aéreo que matou sete pessoas em Santos na quarta-feira 13. Até a divulgação da morte do ex-governador de Pernambuco foi com Múcio que o ex-presidente trocou telefonemas. Segundo eles, os dois eram “amigos” e tinham relação “estreita”.
“Eduardo fez um extraordinário governo, colocou Pernambuco na ponta do desenvolvimento brasileiro. A relação dele com o presidente Lula era extremamente estreita, eram amigos. O presidente admirava sua forma de governar, seu dinamismo”, contou Múcio em frente à casa da família de Campos. Segundo ele, Lula ligou por volta de meio-dia e ficaram trocando ligações até a confirmação da morte.
“Sempre fica a ponta de esperança de que ele não estava no voo, eu também perdi meu pai num desastre aéreo, a gente sempre torce para que o sobreveniente seja o nosso [conhecido]”, lamentou. Ainda segundo o ministro, Lula e Campos estavam afastados desde que o ex-governador de Pernambuco se colocou como candidato da oposição, já que nesta condição eles não poderiam mais manter tanta proximidade. “Sempre me preocupei em manter as pontes que foram construídas entre os dois. Me preocupei muito em manter essa ponte para que eu pudesse vê-los novamente conversando sobre o Brasil”, explicou.
O velório de Eduardo Campos está marcado para acontecer no Palácio Campo das Princesas, na capital pernambucana, e será precedido de uma missa campal. A cerimônia será comandada por Dom Antônio Fernando Saburido, arcebispo de Olinda e Recife, que visitou a família de Campos para acertar detalhes da celebração.
2026 já começou
Às vésperas das eleições de 2026, o País volta a encarar um ponto de inflexão: o futuro democrático está novamente em jogo.
A ameaça bolsonarista não foi derrotada, apenas recuou. No Congresso, forças conservadoras seguem ditando o ritmo. Lá fora, o avanço da extrema-direita e os conflitos em Gaza, no Irã e na Ucrânia agravam a instabilidade global.
Se você valoriza o jornalismo crítico, independente e comprometido com a democracia, este é o momento de agir.
Assine ou contribua com o quanto puder.



