Ministro da Justiça manda a PF investigar site sobre Bolsonaro: ‘Crime contra a honra’

A página bolsonaro.com.br apresentava há décadas publicações favoráveis ao ex-capitão

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O ministro da Justiça e da Segurança Pública, Anderson Torres, anunciou nesta quarta-feira 31 ter determinado que a Polícia Federal apure um site cujo domínio leva o nome de Jair Bolsonaro (PL) e passou a ser utilizado para divulgar críticas ao ex-capitão. Por anos, a página www.bolsonaro.com.br serviu para publicações de apoio ao presidente.

Neste momento, a homepage do site exibe uma imagem de Bolsonaro ligada ao líder nazista Adolf Hitler, além da frase “Ameaça ao Brasil”. Também há uma contagem regressiva para o fim do governo, em 31 de dezembro deste ano.

“Diante de tamanho ataque direto e grosseiro ao presidente Jair Bolsonaro, por meio de um site, requisitei ao Diretor-Geral da PF a instauração imediata de inquérito policial, para a devida apuração dos fatos”, escreveu Torres nas redes sociais.

No documento em que aciona a PF, o ministro afirma que as publicações do site “configuram, em tese, crime contra a honra do Senhor Presidente da República”.

O site atribui a Bolsonaro e a seu círculo próximo práticas como a corrosão das eleições, a disseminação de violência e ódio, o compartilhamento de desinformação, a corrupção e o aliciamento das Forças Armadas.

Em novembro de 2020, uma reportagem da Folha de S.Paulo revelou que a página estava registrada em nome de uma empresa do Distrito Federal, o Supermercado da Construção.


Procurado à época pelo jornal, o empresário Liberato de Almeida Felix disse que “há muitos anos” cedeu informações de sua empresa ao gabinete de Bolsonaro quando ele era deputado federal, a fim de que o domínio fosse registrado. Felix desconhecia, porém, o fato de continuar vinculado a ele.

A plataforma Wayback Machine registra que pelo menos até 2021 a página trazia publicações elogiosas a Jair Bolsonaro:

Em 2002, o site já era utilizado para propaganda de Bolsonaro:

Confira imagens da versão atual:

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