Política
Ministério da Saúde envia equipe para monitorar cenário na fronteira com a Venezuela
A medida se antecipa a um possível agravamento da crise internacional e avanço da demanda de migrantes na região fronteiriça, após o ataque dos Estados Unidos
O Ministério da Saúde enviou uma equipe da Força Nacional do SUS para avaliar as estruturas de saúde, profissionais, vacinas e outros insumos em Roraima, estado que faz fronteira com a Venezuela.
A pasta também estrutura um plano de contingência para resposta do SUS prevendo um possível agravamento da crise internacional e avanço da demanda de migrantes na região fronteiriça, após o ataque dos Estados Unidos. Segundo o ministério, até o momento, o fluxo migratório segue o mesmo na região.
“Nossa equipe do Ministério da Saúde e membros da Força Nacional, que possuem vasta experiência em situações de tragédia, já estão presentes na região identificando, se necessário, estruturas hospitalares e avaliando a possibilidade de ampliação. Se preciso, montaremos hospitais de campanha ou expandiremos as estruturas existentes para reduzir os impactos no sistema público brasileiro”, declarou o ministro da Saúde, Alexandre Padilha.
O ministro também afirmou que pasta está à disposição da Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS/OMS) para fornecer à Venezuela ajuda humanitária. “Estamos nos preparando para apoiar, se necessário, com medicamentos e insumos para diálise, visto que o principal centro de distribuição da cidade de La Guaira, na Venezuela, foi destruído pelo ataque”, reforçou Padilha.
O Ministério da Saúde mantém, desde julho, com a implantação do Projeto Saúde nas Fronteiras, em parceria com a AgSUS, 40 profissionais permanentes que fazem o acompanhamento e o acolhimento dos migrantes nos abrigos em Pacaraima e Boa Vista.
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