Política

Minas Gerais: NOVO e PSDB se enfrentam em segundo turno

Zema (NOVO) ficou em primeiro lugar, com 42,73% dos votos válidos, contra 29,06% do segundo colocado, o ex-governador Antonio Anastasia (PSDB)

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Romeu Zema, do NOVO, irá disputar o segundo turno ao governo de Minas Gerais com o ex-governador Antônio Anastasia, do PSDB. Com 100% das urnas apuradas, Zema alcançou 42,73% dos votos válidos, enquanto o tucano obteve 29,06%.

A eleição para o governo de Minas Gerais vinha sendo caracterizada pela tradicional polarização PT x PSDB: com Fernando Pimental e Antônio Anastasia. Entretanto, um terceiro candidato entrou na frente e alterou o cenário. É Romeu Zema, do NOVO. O candidato, um outsider da política, cresceu após declarar apoio ao candidato a presidência Jair Bolsonaro (PSL). Pimentel ficou em terceiro lugar, com 22,8% dos votos.

Zema é empresário e tem o controle da rede varejista Lojas Zema. É a primeira vez que ele tenta um cargo na política. Segundo o TSE, ele está entre os candidatos mais ricos, após declarar um patrimônio de R$ 69,75 milhões. Dentre as suas propostas, estão uma reforma da previdência estadual e o enxugamento da máquina pública.

Sua entrada para o segundo turno coloca de fora o atual governador, Fernando Pimentel, economista e petista, que foi ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior no governo de Dilma entre 2011 e 2014, quando saiu para disputar o governo mineiro.

Nas eleições de 2014 Pimentel levou o pleito com 52,98% dos votos logo no primeiro turno, derrotando o candidato tucano Pimenta da Veiga.

Anastasia

Antônio Anastasia, do PSDB, é advogado e o mais expressivo herdeiro do capital político de Aécio Neves em Minas Gerais. Foi eleito vice-governador junto com Aécio em 2006, e governador em 2010. Deixou o governo em 2014 para se dedicar a coordenação da campanha presidencial de seu padrinho, e também para disputar uma vaga ao senado.

Como senador, foi um dos primeiros a contestar a eleição de Dilma Rousseff,  e desempenhou uma função chave no processo que levou o impeachment, relatando o pedido para que a então presidente deixasse o cargo.

Nestas eleições, esforçou-se para se liberar da imagem de seu padrinho político sem perder o capital político produzido pelo aecismo em Minas. Aécio é investigado pela Operação Lava Jato e também pela Operação Patmos, onde foi pego em uma gravação pedindo a Joesley Batista 2 milhões de reais, quantia que seria usada para pagar sua defesa na Lava Jato.

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