Política
Militares que trabalhavam na Presidência foram a acampamentos bolsonaristas, diz jornal
Relatório do Ministério da Justiça aponta a presença de militares lotados no GSI em atos antidemocráticos
Um relatório Ministério da Justiça e Segurança Pública aponta que pelo menos oito militares da ativa, lotados na Presidência da República durante o governo de Jair Bolsonaro (PL), compareceram, no ano passado, a atos antidemocráticos no acampamento golpista em frente ao Quartel-General do Exército, em Brasília. A informação é do jornal Folha de S.Paulo.
Segundo a publicação, o relatório traz a lista dos seguintes militares da Marinha: Estevão Soares, Thiago Cardoso, Marcos Chiele, Fernando Carneiro Filho, Márcio Valverde e Ronaldo Ribeiro Travasso. Do Exército, o militar apontado é Alexandre Nunes. Outro militar é identificado como sargento Azevedo, da Aeronáutica.
Os militares trabalhavam no Gabinete de Segurança Institucional (GSI) da Presidência, enquanto o órgão era administrado pelo general Augusto Heleno.
A Folha afirma que o relatório foi produzido durante a transição de governo. O documento aponta, também, que alguns dos militares teriam participado de grupo de WhatsApp que abrigava troca de mensagens de cunho antidemocrático, bem como ameaças ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Dos militares que aparecem no dossiê, Marcos Chiele e Márcio Valverde foram dispensados ontem. Segundo o dossiê, o material compartilhado no grupo revela que os militares incentivaram os atos antidemocráticos em frente ao QG do Exército.
A área em frente ao QG do Exército, em Brasília, serviu de base para apoiadores de Bolsonaro que negavam o resultado das eleições de outubro, quando o ex-presidente foi derrotado por Lula. Da base, os apoiadores partiram para a Esplanada dos Ministérios, no último dia 8, e praticaram atos golpistas de depredação das sedes dos Três Poderes.
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