Milícias digitais: Roberto Jefferson deixa o hospital e volta à prisão no Rio de Janeiro

Na quarta-feira 13, o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, manteve a prisão preventiva do bolsonarista

O presidente do PTB, Roberto Jefferson. Foto: Reprodução/Redes Sociais

O presidente do PTB, Roberto Jefferson. Foto: Reprodução/Redes Sociais

Política

O presidente nacional do PTB, Roberto Jefferson, deixou na tarde desta quinta-feira 14 o hospital em que estava internado, passou pelo Instituto Médico Legal e foi escoltado por policiais federais de volta ao Complexo Penitenciário de Gericinó, em Bangu, na zona oeste da cidade do Rio de Janeiro.

 

 

Jefferson recebeu alta hospitalar em 6 de outubro, após 35 dias internado. A princípio, o bolsonarista foi hospitalizado para tratar uma infecção urinária e, depois, passou por um cateterismo.

Na quarta-feira 13, o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, manteve a prisão preventiva de Jefferson. Em 4 de setembro, o magistrado havia autorizado que o ex-deputado deixasse a prisão para se submeter ao tratamento médico, utilizando tornozeleira eletrônica. A decisão, no entanto, não revogava a prisão preventiva, cumprida por Jefferson desde 13 de agosto. O bolsonarista é acusado de participar de uma milícia digital que promove ataques à democracia.

Nesta quarta, ao reforçar a decisão de setembro, Moraes escreveu que a prisão preventiva de Jefferson é “necessária e imprescindível à garantia da ordem pública e à instrução criminal”.

No novo despacho, o ministro do STF informa que o Hospital Samaritano Barra comunicou a Polícia Federal no Rio de Janeiro “que o custodiado está em condições imediatas de alta médico-hospitalar”. Assim, a PF solicitou informações sobre qual o procedimento a ser seguido pela corporação.

“O quadro fático delineado na decisão supracitada permanece hígido, não havendo razões, neste momento processual, a indicar a possibilidade de revogação da prisão preventiva, ainda que mediante imposição de medidas cautelares diversas”, escreveu Moraes.

“Assim, diante das informações de que o quadro de saúde de ROBERTO JEFFERSON MONTEIRO FRANCISCO evoluiu de modo a permitir sua alta médico-hospitalar, conforme consignado pelo Hospital Samaritano Barra – local indicado pelo próprio custodiado para o seu tratamento –, é certo que o retorno ao cárcere, neste momento processual, é a medida que se impõe, desde que, efetivamente, a alta hospitalar seja concedida pela equipe médica responsável”.

“Comprovada a efetiva alta hospitalar, DETERMINO o imediato retorno de ROBERTO JEFFERSON MONTEIRO FRANCISCO à unidade prisional em que se encontrava custodiado, devendo o Hospital Samaritano Barra enviar a documentação pertinente imediatamente a esta CORTE”.

 

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