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Michelle Bolsonaro volta a atacar aliança do PL com Ciro Gomes e diz que ‘direita do Ceará está vendida’
A ex-primeira-dama retomou críticas à aproximação entre seu partido e o PSDB no estado e associou a negociação à crise com Flávio Bolsonaro
A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro voltou a criticar a articulação do PL no Ceará e renovou a crise familiar com Flávio Bolsonaro (RJ). Em publicação nas redes sociais no domingo 19, ela atacou a tentativa de aproximação entre o partido e o ex-ministro Ciro Gomes (PSDB), afirmando que “a direita do Ceará está vendida”.
A manifestação ocorreu após Ciro declarar, no sábado 18, que, na disputa presidencial, apoiaria o ex-governador de Goiás, Ronaldo Caiado (PSD), ou o influenciador Renan Santos (Missão), sem mencionar Flávio Bolsonaro entre as opções viáveis da direita.
“Eu me dou muito com o Ronaldo Caiado, votaria nele sem nenhuma dificuldade. Estou acompanhando essa novidade que apareceu, que é o Renan Santos. Me parece uma pessoa que, a despeito de jovem e tal, está falando coisas muito verdadeiras, embora aqui e ali tenha exageros. Enfim, é uma possibilidade, mas nós vamos ter que fazer isso juntos”, disse Ciro a jornalistas.
Ao comentar sobre a declaração, Michelle escreveu: “Choca? Não! Só não viu quem não quis, por causa do velho ‘toma lá, dá cá’. Eu alertei que esse senhor, cujo partido contribuiu para deixar o meu marido inelegível, não daria o seu apoio. Ainda assim, queria os votos dos bolsonaristas. Infelizmente, a direita do Ceará está vendida.”
A declaração reforça o impasse no PL em torno da estratégia para a eleição no Ceará. Flávio Bolsonaro tem defendido uma composição com o PSDB no estado, enquanto Michelle se opõe ao acordo e apoia a vereadora Priscila Costa (PL-CE) para uma das vagas ao Senado.
A tensão entre os dois veio a público há quase um mês, quando Michelle divulgou um vídeo afirmando ter sido “maltratada”, “humilhada” e “desrespeitada” pelo enteado durante uma conversa sobre os rumos do partido. Segundo ela, Flávio disse que seria melhor que ela não participasse das decisões políticas do PL. Na semana passada, o senador afirmou que não mantém mais relação com a madrasta.
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