Política

Meta anuncia força-tarefa para combater desinformação e disparos em massa na eleição

Empresa vai implementar Centro de Operações para Eleições para analisar publicações no Facebook, Instagram e WhatsApp

As redes sociais da Meta. Foto: Lionel Bonaventure/AFP
As redes sociais da Meta. Foto: Lionel Bonaventure/AFP
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A empresa Meta, composta pelo Facebook, Instagram e WhatsApp, anunciou nesta quinta-feira as ações que estão sendo preparadas para evitar a disseminação de desinformação e disparos em massa em suas plataformas durante o período eleitoral. Entre as medidas, está a implementação de um Centro de Operações para Eleições, onde profissionais de tecnologia no Brasil e no exterior analisarão os conteúdos publicados nas redes com a ajuda de ferramentas de inteligência artificial.

“Reunimos especialistas em diversas áreas no Brasil e no exterior para monitorar em tempo real as eleições e conteúdos em nossas plataformas garantindo a remoção rápida de conteúdos nocivos ou que violam as nossas políticas e regras”, explicou a gerente de Programas de Resposta Estratégica da Meta América Latina, Debs Delbart.

A central de operação, já implementada em 2018 e 2020, será reforçada em 2022 e vai operar durante os dois turnos do pleito. A empresa ainda não informou quando ela entra em operação nem a quantidade de colaboradores envolvidos.

Outras novidades já anunciadas são a limitação de reencaminhamento de mensagem para apenas um grupo por vez no WhatsApp e o aviso inserido em publicações com conteúdo eleitoral, que direciona o usuário para o site do Tribunal Superior Federal. A ferramenta, que entrou no ar em janeiro, recebeu 2,8 milhões de cliques no Facebook nos dois primeiros meses de funcionamento e gerou um fluxo 10 vezes maior do que o normal para o site do TSE.

O aviso de publicação política será a estratégia usada pela Meta para publicações questionando a segurança das urnas eletrônicas e a lisura do processo eleitoral. A empresa também ressaltou que vai monitorar e coibir a disseminação em suas plataformas de mensagens incitando ataques violentos, ao estilo da invasão ao Congresso americano promovido por apoiadores do ex-presidente dos Estados Unidos Donald Trump, em 2021, insatisfeitos com o resultado das eleições.

Outros pontos de atenção são links “caça-cliques”, a inativação de redes de comportamento inautêntico, quando há uma ação coordenada de páginas e grupos para influenciar o debate público, o disparo de mensagens em massa no WhatsApp e a remoção de conteúdos que infrinjam as políticas de uso das redes.

A parceria com o TSE, já implementada em 2020, será expandida nesta eleição para os pontos do TRE, com a promoção de treinamentos para autoridades eleitorais regionais e a criação de canais de denúncias de publicações, que poderão ser excluídas após análise da Meta. Haverá também a produção de cursos e apresentações voltadas para candidatos e equipes de campanha.

O Tribunal Superior Eleitoral fechou uma parceria com o aplicativo de reprodução de música Spotify. Com o objetivo de evitar a disseminação de desinformações relacionadas à eleição, a plataforma vai direcionar os usuários para a página da Justiça Eleitoral. Além disso, o TSE terá um canal de comunicação direto com a empresa indicando conteúdos que precisam ser analisados.

Agência O Globo

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Agência de notícias e de fotojornalismo do Grupo Globo.

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