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MBL evoca ‘sabotagem’ e desiste de ato contra a cassação de Deltan

Desde que teve o mandato cassado pelo TSE, o ex-procurador Deltan Dallagnol tenta aglutinar pessoas em torno da narrativa de que é vítima de ‘perseguição’

O deputado Kim Kataguiri. Foto: Vinicius Loures/Câmara dos Deputados
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O Movimento Brasil Livre desistiu de participar do ato convocado para o final de semana a favor do deputado federal cassado Deltan Dallagnol (Podemos). O MBL era o principal organizador da manifestação, que ainda tinha como pauta o desmonte da Operação Lava Jato e o PL das Fake News.

Na prática, o ato previsto para acontecer no Largo da Batata, em São Paulo, fica esvaziado e poderá até ser cancelado.

Em nota divulgada nesta terça-feira 30, o movimento atribuiu o recuo aos ataques de bolsonaristas. A gota d’água, contudo, foram as declarações do ex-procurador ao programa Roda Viva que ensaiaram um distanciamento do MBL.

“Infelizmente a manifestação tem sido sabotada por algumas alas do bolsonarismo e nos rendido ataques. É curioso que assim seja, pois se trata de uma pauta que converge com seus próprios interesses nominais, isto é, fazer oposição ao PT e denunciar o arbítrio dos tribunais superiores, assim como a tentativa de censura”, diz o comunicado.

A organização ainda pontuou que “decidiu retirar-se deste ato no dia 04 de junho”, mas afirmou que terá outras oportunidades de “luta contra o PT”.

Desde que teve o mandato cassado pelo Tribunal Superior Eleitoral, Deltan tenta aglutinar pessoas em torno da narrativa de que é vítima de “perseguição do sistema”. A última tentativa de demonstrar apoio popular massivo fracassou: no último domingo 21, o ex-procurador convocou apoiadores para um protesto em frente ao Ministério Público Federal no Paraná, seu reduto eleitoral. Mas, as nem mil pessoas que foram ao local cabiam – sem esforço – em uma pequena quadra de 75 metros de comprimento.

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