Política

Márcio França defende frente ampla e diz que Alckmin como vice de Lula partiu de Haddad

A CartaCapital, o pessebista declarou que Lula, ‘muito vivo’, percebeu cenário de desgaste no PSDB ‘e fez alguns sinais públicos’

O ex-governador de São Paulo Márcio França (PSB) afirmou nesta sexta-feira 26 que a possibilidade de Geraldo Alckmin – de saída do PSDB – compor a chapa presidencial com Lula (PT) partiu do ex-prefeito de São Paulo Fernando Haddad (PT). Caso a aliança se concretize, avalia o pessebista, aumentam as chances de vitória em 2022.

França concedeu entrevista ao canal de CartaCapital no YouTube. No programa Poder em Pauta, ele afirmou que Alckmin se sentiu menosprezado pelo PSDB.

“Ele gostaria de ser lembrado para as eleições federais, não só estaduais”, disse. França relatou uma conversa entre Alckmin e o governador paulista, João Doria (PSDB), sobre possibilidades para as eleições do ano que vem. Na ocasião, Doria teria afirmado que o melhor caminho para o ex-governador seria disputar uma cadeira na Câmara dos Deputados. “E tudo isso ofende a pessoa dele”, contou França.

Neste contexto de desgaste, Lula fez acenos a Alckmin. “O Lula, muito vivo, percebeu esse cenário e fez alguns sinais públicos, dizendo que Alckmin é um dos únicos tucanos que têm mais sensibilidade com os mais pobres, dizendo que ele poderia confiar nele. E aí o Alckmin devolveu esse gesto de fala, simpático. Muito superficial, tudo, mas simbólico”, prosseguiu França.

Segundo o pessebista, Alckmin terá muito a acrescentar à campanha de Lula, caso a aliança se concretize. Na avaliação de França, a eleição não está ganha e, por isso, é preciso buscar aliados que convençam diferentes tipos de eleitores. “É uma busca para não perder. E quem não quer perder tem de convencer o que não está convencido. O objetivo é buscar um eleitor que não é seu.”

“Quanto mais se ampliar uma frente com outras pessoas e outros pensamentos, mais chances de ganhar. Não é muito distante do que o próprio Lula fez quando trouxe o José de Alencar, que não tinha nada a ver com a esquerda, era um grande empresário. E nasceu o vice dele”.

Apesar de ter sido contrário à coligação entre PSB e PT quando Lula disputou a reeleição, em 2006, França se esquivou de responder sobre uma possível aliança entre os partidos. Deixou, no entanto, um questionamento no ar: “Será que o PT apoiaria a candidatura de Alckmin para o governo de São Paulo?”. E respondeu: “Acho difícil”.

Assista à íntegra da entrevista:

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