Política
Manaus: Com ajuda de Lula, Vanessa vai ao segundo turno contra Virgílio
Tucano, que liderava isolado, aparece agora empatado tecnicamente com Vanessa na última pesquisa Ibope
Arthur Virgílio (PSDB) foi um dos maiores líderes da oposição no Senado Federal durante os oitos anos de governo Lula. Devido a sua atuação no plenário, não conseguiu se reeleger senador no Amazonas, estado onde Dilma Rousseff teve sua melhor votação em 2010.
Dois anos depois, Virgílio passa por novas adversidades por causa de sua atuação contra Lula. No segundo turno, deverá enfrentar Vanessa Grazziotin (PCdoB), apoiada pelo PT na cidade. A comunista teve sua campanha articulada pelos petistas, que buscaram a candidata com a maior chance de vencer Virgílio. O próprio líder do governo, senador Eduardo Braga (PMDB), foi o responsável pela articulação bem sucedida: Vanessa conseguiu o apoio de oito partidos e 13 minutos de tevê. Virgílio teve três minutos e meio.
Ausente na maior parte das campanhas, Lula foi pessoalmente a Manaus para atacar seu antigo adversário. “Vocês acompanharam meus mandatos da Presidência da República e sabem o quanto fui pessoalmente atacado. Hoje compreendo porque o adversário da Vanessa disse um dia em Brasília, como senador da República, que iria me bater. Agora, fico sabendo que o que cara ia me bater, já tinha batido em camelôs na cidade de Manaus”, declarou durante comício, referindo-se à ação da prefeitura de Manaus contra camelôs na administração de Virgílio em 1989.
O empenho deu resultado. Virgílio, que liderava isolado, está tecnicamente empatado com Vanessa, segundo a última pesquisa Ibope. O tucano tem 33% das intenções de votos válidos e a socialista, 31%, de acordo com pesquisa Ibope de sexta-feira 5. Uma pesquisa anterior mostra que, no entanto, Vanessa tem uma vantagem numérica no segundo turno: tem 43% contra 39% do tucano.
Mesmo com o apoio da ex-senadora Marina Silva (sem partido), a candidatura do ex-prefeito Serafim Correa (PSB) não emplacou e ele caiu abaixo do patamar de 10% dos votos. Correa não declarou quem apoiará no segundo turno, mas tem poupado Virgílio e feito ataques fortes aos apoios recebidos pela candidatura da comunista. ‘Eduardo Braga é covarde e Dilma está iludida’, disse Correa ao jornal A Crítica.
Arthur Virgílio (PSDB) foi um dos maiores líderes da oposição no Senado Federal durante os oitos anos de governo Lula. Devido a sua atuação no plenário, não conseguiu se reeleger senador no Amazonas, estado onde Dilma Rousseff teve sua melhor votação em 2010.
Dois anos depois, Virgílio passa por novas adversidades por causa de sua atuação contra Lula. No segundo turno, deverá enfrentar Vanessa Grazziotin (PCdoB), apoiada pelo PT na cidade. A comunista teve sua campanha articulada pelos petistas, que buscaram a candidata com a maior chance de vencer Virgílio. O próprio líder do governo, senador Eduardo Braga (PMDB), foi o responsável pela articulação bem sucedida: Vanessa conseguiu o apoio de oito partidos e 13 minutos de tevê. Virgílio teve três minutos e meio.
Ausente na maior parte das campanhas, Lula foi pessoalmente a Manaus para atacar seu antigo adversário. “Vocês acompanharam meus mandatos da Presidência da República e sabem o quanto fui pessoalmente atacado. Hoje compreendo porque o adversário da Vanessa disse um dia em Brasília, como senador da República, que iria me bater. Agora, fico sabendo que o que cara ia me bater, já tinha batido em camelôs na cidade de Manaus”, declarou durante comício, referindo-se à ação da prefeitura de Manaus contra camelôs na administração de Virgílio em 1989.
O empenho deu resultado. Virgílio, que liderava isolado, está tecnicamente empatado com Vanessa, segundo a última pesquisa Ibope. O tucano tem 33% das intenções de votos válidos e a socialista, 31%, de acordo com pesquisa Ibope de sexta-feira 5. Uma pesquisa anterior mostra que, no entanto, Vanessa tem uma vantagem numérica no segundo turno: tem 43% contra 39% do tucano.
Mesmo com o apoio da ex-senadora Marina Silva (sem partido), a candidatura do ex-prefeito Serafim Correa (PSB) não emplacou e ele caiu abaixo do patamar de 10% dos votos. Correa não declarou quem apoiará no segundo turno, mas tem poupado Virgílio e feito ataques fortes aos apoios recebidos pela candidatura da comunista. ‘Eduardo Braga é covarde e Dilma está iludida’, disse Correa ao jornal A Crítica.
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