Mais um coronel da PM paulista faz convocação para ato golpista no 7 de Setembro

O governo de João Doria já afastou do cargo um coronel da ativa que incentivou a adesão aos atos

O coronel Homero de Giorge Cerqueira. Foto: Reprodução/Redes Sociais

O coronel Homero de Giorge Cerqueira. Foto: Reprodução/Redes Sociais

Política,Sociedade

O coronel Aleksander Lacerda, afastado da Polícia Militar de São Paulo após convocar manifestações bolsonaristas para 7 de setembro, não é o único membro da corporação a incentivar a adesão aos protestos de caráter golpista previstos para ocorrer na capital.

 

 

Outro coronel da PM paulista a convocar apoiadores de Jair Bolsonaro às manifestações é Homero de Giorge Cerqueira. Em seu site, ele se apresenta como “coronel da Polícia Militar de São Paulo e doutor em Educação”. Também afirma ter comandado o Pelotão na Região Oeste da capital em 1990, e trabalhado como “primeiro-tenente no grupo de Elite do 1º Batalhão da Polícia Militar Tobias de Aguiar, que foi convertido nas Rondas Ostensivas Tobias de Aguiar (ROTA)”.

“7 de setembro deveremos estar na Paulista em apoio ao nosso presidente da República, Jair Messias Bolsonaro. São Paulo recebe os piores salários de toda a Federação. Assim, como coronel da PM SP, convoco os veteranos a participar. Basta a essas ilegalidades e arbitrariedades”, disse o coronel em um vídeo compartilhado nas redes sociais.

Algumas as publicações no perfil do coronel (Reprodução/Redes Sociais)

Em seus perfis, também há postagem em apoio a Bolsonaro e ataques a figuras que o presidente trata como ‘inimigos’, como Lula — que lidera as pesquisas de intenção de voto para 2022 — e o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal. O coronel Cerqueira também não hesita em defender o presidente do PTB, Roberto Jefferson, e afirma que os militares não aceitariam um retorno do PT à Presidência da República.

Em 2019, Cerqueira foi nomeado presidente do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade pelo então ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles. Acabou exonerado em agosto do ano seguinte.

 

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