Política

STF tem placar de 8 a 2 para tornar Zambelli ré no caso de perseguição armada em São Paulo

Até aqui, os ministros André Mendonça e Kassio Nunes Marques divergiram do relator

STF tem placar de 8 a 2 para tornar Zambelli ré no caso de perseguição armada em São Paulo
STF tem placar de 8 a 2 para tornar Zambelli ré no caso de perseguição armada em São Paulo
Perseguição armada contra Luan Araújo ocorreu às vésperas do segundo turno das eleições de 2022, em São Paulo. Foto: Reprodução
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O Supremo Tribunal Federal formou maioria, nesta sexta-feira 18, para tornar ré a deputada federal Carla Zambelli (PL-SP) por porte ilegal de arma de fogo e constrangimento ilegal com emprego de arma de fogo no caso da perseguição a um eleitor de Lula (PT) no centro de São Paulo, em 2022.

Até aqui, votaram por receber a denúncia da Procuradoria-Geral da República:

  • Gilmar Mendes
  • Alexandre de Moraes
  • Cármen Lúcia
  • Cristiano Zanin
  • Edson Fachin
  • Luís Roberto Barroso
  • Dias Toffoli
  • Rosa Weber

O ministro André Mendonça abriu divergência e defendeu a rejeição da denúncia. Kassio Nunes Marques foi outro a votar assim.

A análise acontece no plenário virtual da corte, modalidade na qual os ministros apenas apresentam seus votos, sem discussão presencial. O julgamento termina às 23h59 de 21 de agosto.

Em 29 de outubro, véspera do segundo turno da eleição, Zambelli causou espanto ao sacar uma arma em público e perseguir um homem na capital paulista. A cena foi gravada e circulou nas redes sociais.

Na denúncia, a vice-PGR Lindôra Araújo defendeu que a bolsonarista seja condenada a pagar uma multa de 100 mil reais por danos morais coletivos e perca o porte de arma de forma definitiva.

Em seu voto, o relator do caso, Gilmar Mendes, sustentou que Zambelli usou a arma “fora dos limites de defesa pessoal, em contexto público e ostensivo, ainda mais às vésperas das eleições” e que isso, “em tese, pode significar responsabilidade penal”.

Para o ministro, também não é possível oferecer um acordo de não persecução penal. O mecanismo é apresentado em casos de crimes sem violência e com penas baixas quando a PGR entende que o pagamento de multa seria suficiente para reprimir as irregularidades.

Se o STF receber a denúncia, a deputada poderá apresentar sua defesa e o processo seguirá para a fase de coleta das provas. Na sequência, o tribunal decidirá se condena ou não Zambelli pelos crimes apontados pelo Ministério Público Federal.

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