Política

Maia sobre impeachment: “A gente não pode colocar lenha na fogueira”

Presidente da Câmara defende que prioridade do país seja enfrentar a pandemia do novo coronavírus

Maia sobre impeachment: “A gente não pode colocar lenha na fogueira”
Maia sobre impeachment: “A gente não pode colocar lenha na fogueira”
O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ). Foto: Najara Araújo/Câmara dos Deputados
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O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), afirmou que “a gente não pode colocar mais lenha na fogueira”, ao comentar sobre a possibilidade de impeachment contra o presidente Jair Bolsonaro. A declaração ocorreu em entrevista ao portal UOL.

Para Maia, é preciso tratar “com cuidado” os pedidos de impeachment que foram encaminhados à Câmara. Bolsonaro já é alvo de quase 30 pedidos de impedimento, baseados na sua participação em atos contra a democracia, nas declarações que fez em relação à pandemia de coronavírus e nas acusações de interferência na Polícia Federal.

Em 21 de maio, sete partidos e mais de 400 entidades civis chegaram a apresentar um pedido coletivo de impeachment contra Bolsonaro. No entanto, é preciso que Maia aprove a tramitação das representações para que sejam analisadas pelos parlamentares.

“A gente não pode colocar mais lenha na fogueira. Da mesma forma que eu acho que essas manifestações que atacam as instituições democráticas são gravíssimas, uma decisão de impeachment precisa ser muito bem avaliada para que a gente não gere mais conflitos e mais crise política no Brasil”, afirmou o presidente da Câmara.

 

O parlamentar afirmou que vai decidir sobre os pedidos “no momento adequado”, mas que agora a prioridade do país deve ser enfrentar a proliferação da covid-19.

“Eu trato isso com o mesmo cuidado que eu tratei no governo do presidente Michel Temer. E eu faço da mesma forma agora, eu acho que no momento adequado vou decidir e não vou ficar tratando desse processo que eu sou o juiz, eu defiro ou indefiro e não devo ficar dando muita opinião sobre esse assunto sabendo que a nossa prioridade deve ser tentar unificar esse país para ter mais força e melhores condições para enfrentar esse vírus em todos os seus aspectos”, disse.

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