Política

Maia rebate Guedes e diz que governo se tornou uma “usina de crises”

Troca de farpas entre ministro da Economia e presidente da Câmara tem por trás a retirada de pontos polêmicos da reforma

Foto: Luís Macedo/Câmara dos Deputados
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O presidente da Câmara, Rodrigo Maia, rechaçou as críticas do ministro da Economia, Paulo Guedes, feitas nesta-sexta-feira 14, sobre estar contrariado diante das mudanças do relatório da reforma da Previdência. O parlamentar reivindicou o crédito pela aprovação da reforma e afirmou que, se dependesse do governo, o projeto naufragaria.

“As declarações do ministro Paulo Guedes reforçam esta usina de crises que se tornou o governo, mas a Câmara está blindada e vai trabalhar para votar a reforma da Previdência neste semestre”, disse o parlamentar, pelo Twitter. “Se fossemos depender da articulação do governo, teríamos 50 votos e não os 350 que esperamos”, continuou Maia.

A jornalistas, Maia também satirizou o governo pela sua falta de articulação. “Economia de 900 bilhões de reais num governo sem base é espetacular”, disse o presidente da Câmara, estimando que, com as alterações, a expectativa de economia com a reforma seja menor que o valor que o desejado por Guedes, de 1 trilhão de reais.

A insatisfação do deputado se deve às reclamações do ministro, que não gostou da retirada de pontos como a criação da capitalização, as mudanças no Benefício de Prestação Continuada (BPC) e nas aposentadorias rurais. Os itens ficaram de fora do relatório após críticas de governadores e parlamentares contrários à reforma. Maia, então, articulou a exclusão das exigências de Guedes, na expectativa de atrair mais votos para o projeto na Câmara.

Mais cedo, o ministro de Bolsonaro afirmou, no Rio de Janeiro, que o novo relatório pode “abortar” a reforma da Previdência. “O que o relator está dizendo é ‘abortamos a Nova Previdência e gostamos mesmo é da velha Previdência’. Cedemos ao lobby dos servidores públicos que eram, justamente, os privilegiados”, atacou.

O esforço em retirar pontos polêmicos da reforma não impediu embates com líderes políticos contrários ao projeto, nem amenizou a rejeição entre boa parte dos brasileiros. Nesta sexta-feira 14, trabalhadores de todo o País fizeram uma greve geral e paralisaram diversos serviços.

Victor Ohana

Victor Ohana Repórter do site de CartaCapital

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