Política
Lupi diz que PT vai apoiar Kalil em MG; partido afirma que candidaturas ainda estão em debate
Legenda do presidente Lula rejeitou já ter acertado que vai subir no palanque do PDT em Minas Gerais
O presidente nacional do PDT, Carlos Lupi, anunciou nesta quarta-feira 4 ter garantido o apoio do PT à candidatura de Alexandre Kalil ao governo de Minas Gerais – segundo maior colégio eleitoral do País e estado estratégico para a reeleição do presidente Lula. A declaração ocorreu em uma rede social, após reunião com Edinho Silva, chefe da sigla.
“Na reunião, reafirmei a aliança do PDT para reeleger o presidente Lula e recebi a confirmação do compromisso petista de apoiar as candidaturas ao governo de Juliana Brizola no Rio Grande do Sul; de Alexandre Kalil em Minas Gerais, e de Requião Filho, no Paraná. Com a formalização interna do PT, nos próximos dias, avançaremos para vencer nesses estados estratégicos”, escreveu.
Minutos depois, porém, a direção nacional petista divulgou uma nota na qual nega ter havido qualquer acerto. “A conversa não teve como objetivo a definição de palanques eleitorais nos estados. As definições sobre as candidaturas estaduais seguem em debate e serão construídas em acordo com os diretórios estaduais”, destaca o texto.
Ex-prefeito de Belo Horizonte, Kalil é o nome do PDT para concorrer ao governo mineiro. Lula e petistas locais, contudo, tentam convencer o senador Rodrigo Pacheco (PSD-MG) a entrar na disputa. Pouco mais de 1 hora depois da postagem de Lupi, contudo, o pré-candidato foi às redes dizer, sem citar a declaração do correligionário, que “no meu palanque só sobe quem eu quiser”.
Kalil disputou o governo de Minas em 2022, tendo o então deputado estadual André Quintão (PT) como vice, mas foi derrotado pelo governador Romeu Zema, reeleito em primeiro turno.
No Rio Grande do Sul, a sigla comandada por Lupi pretende lançar a advogada Juliana Brizola, neta do ex-governador Leonel Brizola. O PT, por outro lado, cogita a candidatura do presidente da Conab, Edegar Pretto. Já no Paraná, onde a aliança com o diretório petista é mais provável, o deputado estadual Requião Filho deve concorrer ao governo pelo PDT.
2026 já começou
Às vésperas das eleições de 2026, o País volta a encarar um ponto de inflexão: o futuro democrático está novamente em jogo.
A ameaça bolsonarista não foi derrotada, apenas recuou. No Congresso, forças conservadoras seguem ditando o ritmo. Lá fora, o avanço da extrema-direita e os conflitos em Gaza, no Irã e na Ucrânia agravam a instabilidade global.
Se você valoriza o jornalismo crítico, independente e comprometido com a democracia, este é o momento de agir.
Assine ou contribua com o quanto puder.



