Economia
Lupi admite demora para notar fraude no INSS, mas diz ter agido a tempo de evitar problema maior
O ministro da Previdência foi à Câmara dos Deputados em meio a crise no órgão e na pasta
O ministro da Previdência, Carlos Lupi (PDT), admitiu nesta terça-feira 29 que a pasta demorou para identificar irregularidades no INSS, mas defendeu a reação do governo ao caso. Ele participou de uma audiência na Comissão de Previdência, Assistência Social, Infância, Adolescência e Família da Câmara dos Deputados.
Para Lupi, a operação da Polícia Federal e da Controladoria-Geral da União está “doendo na própria carne”, por ver pessoas nas quais confiava envolvidas em uma crise de desvio de dinheiro de aposentados e pensionistas.
“Ver as pessoas em que, na semana passada, eu tinha confiança e trabalhavam comigo envolvidas com isso é um pavor, um horror”, disse.
Mais uma vez, Lupi assumiu a responsabilidade por ter indicado Alessandro Stefanutto à presidência do INSS. O ministro afirmou se tratar de um “homem altamente qualificado”, mas garantiu que não irá “acobertar ninguém”.
“Cada um de nós é responsável pelos seus atos, pelo seu comportamento. Quem tiver roubado dinheiro de aposentados e pensionistas tem de ir para a cadeia, doa a quem doer.”
Questionado sobre a demora da pasta para identificar o problema, Lupi respondeu ter havido uma ação efetiva do governo contra a fraude. De acordo com o ministro, mais de 600 pessoas estão envolvidas na investigação, entre integrantes da gestão federal e da PF.
Ele também afirmou que ao saber da fraude, em 2023, demitiu o superintendente da época pela demora para resolver a crise. “Agi a tempo. Demiti um diretor que era superintendente do governo anterior. Demiti em maio de 2024 pela letargia e pela demora.”
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