Política
Lula tem 65% de chances de vencer Bolsonaro no 2º turno, projeta a Eurasia
Apesar do resultado mais apertado do que o esperado no 1º turno, o grupo ainda destaca as boas chances do petista vencer o pleito
A consultoria Eurasia Group divulgou que Lula (PT) segue com amplo favoritismo para vencer as eleições contra o presidente Jair Bolsonaro (PL). De acordo com a análise, o petista tem 65% de chances de sair vitorioso da disputa no dia 30 de outubro.
O prognóstico, vale dizer, já foi de 70% e acabou reduzido após o resultado do primeiro turno. Ainda assim, diz a consultoria, o petista teve margem confortável e há espaço para o crescimento no segundo turno.
“[Lula é favorito] Não apenas porque ele superou Bolsonaro em cinco pontos e estava perto da maioria absoluta, mas porque sua liderança no segundo turno provavelmente crescerá em 1 a 2 pontos, dada a divisão dos candidatos restantes”, diz uma das conclusões divulgada pelo grupo. As projeções, conforme o documento, se baseiam na expectativa de migração de votos dos demais candidatos em 60% para Lula. Com isso, aposta o grupo, as primeiras pesquisas deverão mostrar Lula com cerca de 53% dos votos e Bolsonaro com 47%. A primeira pesquisa deve ser divulgada nesta quarta-feira 5 pelo instituto Ipec.
Segundo o texto, Lula tende a receber a maior parte dos votos de Simone Tebet (MDB) e metade dos apoiadores de Ciro Gomes (PDT). Já Bolsonaro tende a receber a outra metade dos eleitores do pedetista e ainda teria a maior parte dos eleitores de Soraya Thronicke (União Brasil) e de Felipe D’avila (Novo).
Para o Eurasia, no entanto, mesmo com a migração de eleitores, Bolsonaro precisaria ainda convencer eleitores do petista no primeiro turno a mudarem seus votos. Caso não consiga converter parte do eleitorado de Lula a seu favor, o teto previsto pelo grupo para o ex-capitão é de 49%.
O grupo ainda aponta perspectivas positivas para Bolsonaro na exploração da melhora de alguns índices econômicos e da sua aprovação estável. Por isso, diz o relatório, as chances de vitória do ex-capitão se mantêm em mais de 30%.
Por fim, há ainda menção aos novos perfis do Senado e da Câmara, com um volume mais significativo de nomes conservadores, e uma aposta de que o impacto do apoio de governadores eleitos na disputa presidencial será baixo.
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