Política
Lula lança programa para reduzir filas no SUS e critica o negacionismo de Bolsonaro
‘A gente não pode brincar com a questão da ciência, se tiver dez vacinas da Covid, cinquenta pra tomar, eu tomo todas que forem necessárias’, disse o presidente
O presidente Lula (PT) lançou nesta segunda-feira 6, a Política Nacional de Redução das Filas de Cirurgias Eletivas, que empenhou 600 milhões de reais para reduzir a espera de pacientes do SUS por atendimentos especializados em todo o País.
Esta é uma das metas apresentadas para os cem primeiros dias de governo do petista.
A ideia é ofertar inicialmente 200 milhões de reais às federações para incentivar novos projetos que zerem as filas. O restante, cerca de 400 milhões de reais, será repassado a partir do encaminhamento de cirurgias realizadas, sobretudo abdominais, ortopédicas e oftalmológicas.
O lançamento do programa aconteceu em Benfica, no Rio, junto à inauguração do espaço Super Centro de Saúde carioca – que tem capacidade para realizar 113 mil exames e consultas médicas, cotado como a maior estrutura de saúde da cidade.
“Quando você vê uma criança recebendo um óculos de graça oferecido pelo SUS, oferecido pela prefeitura, é uma demonstração de que esse País pode ser diferente do que ele está sendo”, destacou o presidente.
A instituição tem condições de realizar 34 mil diagnósticos por imagem e 52 mil procedimentos de oftalmologia por mês. Levando em consideração, os dados de espera dos últimos anos, isso significa reduzir uma fila de espera que chegou a 137 dias no Rio.
Segundo os dados de agosto do Portal da Transparência do SisReg, mais de 175 mil pessoas estão aguardando por atendimento na cidade.
Com o Super Centro, a proposta é diminuir a fila para 30 dias até metade do ano que vem.
“O mais importante é saber que isso foi feito pelo nosso querido SUS […] que foi atacado nestes últimos anos”, disse Lula.
Com ele, também estavam presentes a primeira-dama Rosangela da Silva, a Janja, a ministra da Saúde, Nísia Trindade, o ministro da Casa Civil, Rui Costa, o governador carioca, Cláudio Castro, e o prefeito do Rio, Eduardo Paes.
Durante o evento, o presidente ainda criticou a onda de negacionismo da gestão Bolsonaro e reforçou os esforços para a vacinação das crianças.
“A gente não pode ser ignorante a ponto de achar que não deve tomar a vacina, uma mãe que não leva o filho para tomar a vacina contra paralisia infantil, contra o sarampo, eu fico me perguntando que tipo de amor essa mãe tem pelo seu filho que não cuida do filho no momento mais importante, que essa criança tem de ser vacinada e pode evitar ter uma doença mais delicada na vida dela”, questiona.
Conforme noticiado em CartaCapital, a vacinação da poliomielite atingiu o menor patamar da última década, deixando o risco do retorno da paralisia infantil.
Sobre isso, Lula complementou: “Agora vai começar a campanha do Zé Gotinha, a gente não pode vacilar, a gente não pode brincar, com a questão da ciência, se tiver dez vacinas da Covid, cinquenta pra tomar eu tomo todas que forem necessárias”.
(com informações da Agência Brasil)
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